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Consórcio surge como opção para quem busca renda na aposentadoria, afirma proprietária da Max Cred

A possibilidade de usar o consórcio como ferramenta de planejamento financeiro voltado à aposentadoria foi tema de entrevista concedida por Erica Fischer, proprietária da Max Cred, autorizada da HS Consórcios. A conversa ocorreu no estúdio móvel RCN MOB, instalado durante a cobertura da Expoagro, em Dourados (MS). Ao detalhar estratégias de longo prazo, a executiva destacou que o instrumento, tradicionalmente associado à compra programada de bens, pode ser adaptado para formar patrimônio e garantir fluxo de renda futura.

Segundo Fischer, cresce o número de pessoas que buscam alternativas para complementar ou substituir o benefício previdenciário oficial. Esse movimento, explica, decorre da percepção de que muitas famílias enfrentam dificuldades para manter o padrão de vida quando deixam o mercado de trabalho. A empresária observa que exemplos de amigos ou parentes obrigados a continuar trabalhando na faixa dos 60 ou 70 anos costumam servir de alerta sobre a importância de começar a poupar com antecedência.

Na avaliação da entrevistada, a principal vantagem do consórcio nesse contexto está na ausência de juros, característica que permite a aquisição de ativos com custo menor que o observado em financiamentos tradicionais. A modalidade, lembra Fischer, foi regulamentada pelo Banco Central e oferece regras claras para formação de grupos, contemplação por sorteio ou lance e entrega de cartas de crédito. “Quando o consorciado utiliza esse crédito para comprar imóveis, cria-se uma base patrimonial capaz de gerar receitas por meio de locação”, explicou, enfatizando a possibilidade de alavancagem patrimonial.

A estratégia citada envolve participar de um grupo com cartas de valor compatível ao objetivo de investimento, obter a contemplação – seja por sorteio, seja por oferta de lance – e utilizar o montante para adquirir unidades residenciais ou comerciais. Os aluguéis, por sua vez, formam um fluxo de caixa que pode complementar a renda do aposentado. De acordo com Fischer, o método costuma atrair pessoas entre 30 e 45 anos, faixa etária que ainda dispõe de tempo para construir carteira de imóveis até o fim da vida laboral.

Outra alternativa mencionada pela proprietária da Max Cred é levar o contrato de consórcio até o término do prazo, sem utilizar a carta de crédito para aquisição imediata de bem ou serviço. Nessa hipótese, o participante quita todas as parcelas e, ao final, resgata o valor atualizado monetariamente. “Há casos de clientes de 40 ou 45 anos que planejam sacar a carta aos 50 ou 55 anos. As prestações cabem no orçamento atual e, no resgate, o consorciado recebe quantia superior ao total desembolsado graças à correção aplicada”, comentou.

Fischer observa também que o consórcio oferece flexibilidade para quem começa a investir em idade mais avançada. Pessoas com mais de 50 anos podem aderir a grupos de prazos menores ou valores mais altos, adequando a estratégia ao horizonte de aposentadoria desejado. Contudo, ela reforça que quanto antes o planejamento se inicia, maior a margem para aproveitar a valorização dos ativos adquiridos e o efeito da correção monetária sobre as cartas de crédito.

Questionada sobre o perfil de aderentes, a empresária relata que boa parte dos interessados mantém ocupações formais ou empreendimentos próprios, mas possui consciência crescente sobre a necessidade de diversificar fontes de renda. O consórcio, afirma, aparece como opção complementar a investimentos tradicionais, como previdência privada, títulos públicos ou fundos. O diferencial reside na disciplina forçada pelas parcelas mensais e na possibilidade de transformação direta do crédito em patrimônio tangível.

Durante a entrevista, Fischer apontou ainda a relevância de orientação especializada para definir o melhor plano. Aspectos como valor da carta, duração do grupo, percentual de lance possível e escolha do tipo de bem devem ser alinhados a metas pessoais e capacidade de pagamento. A empresária lembrou que administradoras autorizadas pelo Banco Central disponibilizam simuladores e consultores para auxiliar na decisão, garantindo transparência nas condições de adesão.

Embora destaque vantagens, a proprietária da Max Cred ressalta que o consórcio exige comprometimento de longo prazo. A inadimplência pode resultar em multas e exclusão do grupo, além de postergar a formação de patrimônio. Por isso, recomenda-se análise cuidadosa do orçamento familiar antes da contratação, bem como reserva financeira para emergências que evite o atraso das parcelas.

Ao encerrar a participação no RCN MOB na Expoagro, Fischer reiterou que o consórcio não se restringe à compra parcelada de veículos ou imóveis para uso próprio. Quando inserido em planejamento estruturado, o mecanismo pode assegurar renda complementar e maior segurança financeira durante a aposentadoria, contribuindo para reduzir a dependência exclusiva dos sistemas previdenciários tradicionais.

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