As obras do contorno rodoviário de Três Lagoas permanecem paralisadas, sem contrato assinado para a retomada. O projeto foi interrompido no fim de 2024, e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda analisa qual caminho seguir. O contorno tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego e reduzir congestionamentos na região, além de facilitar o escoamento da produção local. A paralisação tem gerado preocupação entre comerciantes e moradores que dependem do fluxo viário para suas atividades.
Parada da obra
Em junho, o órgão informou que o processo estava em análise jurídica para definir a medida mais adequada. Entre as alternativas consideradas estão a contratação da empresa segunda colocada na licitação original, que manifestou interesse em assumir o saldo remanescente, ou a abertura de uma nova licitação. A análise jurídica avalia fatores como viabilidade econômica, cumprimento de normas ambientais e a compatibilidade das propostas com o planejamento federal de infraestrutura.
Até agora, nenhuma das duas alternativas foi formalizada. A segunda colocada ainda não assinou contrato com o Dnit, mantendo os trabalhos sem previsão concreta de retomada. A falta de assinatura impede a liberação de recursos e a mobilização de equipes de obra. Além disso, a disponibilidade de recursos pode ser outro entrave, pois o órgão ainda precisa confirmar a viabilidade financeira de cada opção antes de avançar.
O Dnit afirma que a definição depende da conclusão da análise jurídica e que a decisão será divulgada após essa etapa. A empresa responsável pelo contrato original foi notificada duas vezes para retomar os serviços, mas não formalizou o compromisso de continuidade. A ausência de um contrato claro tem atrasado a liberação de verbas e a contratação de mão‑de‑obra, o que prolonga a paralisação.
Até a paralisação, cerca de 50% da obra havia sido executada, correspondendo a aproximadamente 15 quilômetros de pavimento em concreto já concluídos. O órgão informou que havia R$ 33 milhões disponíveis para a retomada imediata, além da previsão de mais R$ 200 milhões em recursos federais destinados à conclusão do empreendimento. Mesmo com esses valores, a obra permanece sem contrato de retomada, o que impede a continuidade dos trabalhos.
O contorno rodoviário é estratégico para Três Lagoas, pois deverá retirar parte do tráfego pesado da Avenida Ranulpho Marques Leal, reduzindo a circulação de caminhões em áreas urbanas e contribuindo para a mobilidade e segurança no trânsito. Enquanto não há definição, a população aguarda a conclusão dessa obra vital, que impacta diretamente a logística de produção e o cotidiano dos moradores.








