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Copa do Mundo de 2026 tem início nesta quinta-feira com sedes no México, Estados Unidos e Canadá

O principal torneio do futebol mundial começa nesta quinta-feira (11), às 14h30, marcando a primeira edição distribuída por três países – México, Estados Unidos e Canadá – e a estreia do novo formato com 48 seleções, em vez das tradicionais 32. A expansão logística e esportiva faz da Copa de 2026 a maior já realizada, tanto em alcance territorial quanto em número de participantes.

A expectativa de público acompanha o crescimento do evento. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a edição do Catar, em 2022, com a final entre Argentina e França reunindo mais de 1,5 bilhão de telespectadores, o maior público já registrado para uma partida esportiva. No ambiente digital, o torneio anterior alcançou aproximadamente 262 bilhões de visualizações e gerou perto de 6 bilhões de interações em diferentes plataformas.

Para a entidade organizadora, os números reforçam a capacidade do futebol de criar conexões culturais em escala global, característica que deverá ser ampliada em 2026 com a realização simultânea nos três países da América do Norte. Além de estádios espalhados por longas distâncias, a competição aproximará torcidas, costumes e idiomas distintos, fortalecendo a diversidade já tradicional das edições anteriores.

O modelo tripartite também traz inovações fora das quatro linhas. A Fifa programou, para a véspera da abertura, concertos simultâneos em Cidade do México, Los Angeles e Toronto. As apresentações têm transmissão cruzada e sincronizada, formando uma experiência integrada entre as nações anfitriãs. No Estádio Azteca, no México, a proposta inclui referências ao folclore local, como o uso de papel picado, danças regionais e participação de artistas indígenas.

Entre os nomes confirmados para o show na capital mexicana estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla. Em Los Angeles sobem ao palco Katy Perry, Future, Lisa, Rema, Tyla e a brasileira Anitta. No Canadá, a programação reúne Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

O jogo inaugural, marcado para o Estádio Azteca, repete o confronto entre México e África do Sul que abriu a Copa de 2010, algo inédito desde que a competição passou a adotar partida única de abertura. A arena mexicana torna-se ainda o primeiro estádio a receber três partidas inaugurais de Copas do Mundo, após ter sediado o pontapé inicial em 1970 e 1986.

Com a ampliação para 48 seleções, a fase de grupos terá mais jogos, e o calendário foi ajustado para acomodar a logística de deslocamentos entre os três países. A diversidade de sedes aumenta o potencial turístico das cidades escolhidas, que esperam retorno econômico robusto em hospedagem, serviços e transporte durante o período do torneio.

Apesar do clima festivo, a edição de 2026 já registra impasses relacionados a controles migratórios nos Estados Unidos. Delegações e profissionais de países com relações diplomáticas tensas relatam dificuldades para obter vistos. O atacante iraquiano Aymen Hussein, por exemplo, foi retido por várias horas na imigração norte-americana e submetido a inspeção eletrônica detalhada antes de receber autorização de entrada. Outros membros da equipe foram impedidos de entrar no país.

O árbitro somali Omar Artan também teve a entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami, sob alegação de inconsistências na verificação de antecedentes. Ele seria o primeiro representante da Somália a integrar o quadro de arbitragem de uma Copa do Mundo.

Problemas semelhantes atingiram a seleção do Irã. Impedida de permanecer em território norte-americano, a delegação transferiu sua base para a cidade mexicana de Tijuana e deverá atravessar a fronteira após cada partida disputada nos Estados Unidos. Há ainda relatos de torcedores iranianos que tiveram ingressos cancelados poucos dias antes do início do evento.

Mesmo diante desses obstáculos, a organização mantém o cronograma original. A Fifa aposta que a combinação de sedes, o número recorde de participantes e a estratégia de shows simultâneos ampliarão o alcance global da competição, consolidando-a como a edição mais inclusiva em 96 anos de história do torneio.

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