Em 2026, a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, registrou 160 casos confirmados de dengue, enquanto 305 notificações permanecem em investigação, de acordo com o Boletim Epidemiológico da semana 43, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde em 4 de novembro. Desde o início do ano, foram contabilizadas 1.411 notificações suspeitas, das quais 946 foram descartadas. Nas últimas 12 semanas epidemiológicas, 27 casos foram considerados suspeitos e 14 foram confirmados, refletindo a evolução da doença no município.
A projeção para 2027, apresentada em 6 de novembro pelo Ministério da Saúde, indica que Mato Grosso do Sul será um dos estados com tendência de aumento da dengue. Na mesma análise, estima-se aproximadamente 860 mil casos prováveis na próxima temporada, com pico previsto para abril. O levantamento reúne 22 modelos desenvolvidos por mais de 130 pesquisadores de oito países e aponta crescimento também em Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, Acre e Minas Gerais. O estudo para 2027 apresenta tendência estadual, porém não traz estimativa específica para Dourados.
Além da dengue, a chikungunya preocupa a população de Dourados. Desde o início da epidemia, foram confirmados 5.313 casos e registradas 19 mortes por complicações da doença. Nas últimas 12 semanas, houve 493 notificações suspeitas e 141 confirmações, com 153 notificações concentradas nas três semanas mais recentes, evidenciando a persistência do vírus na região. A presença simultânea das duas arboviroses reforça a necessidade de vigilância contínua e ações coordenadas de prevenção.
Para reforçar o combate ao Aedes aegypti, transmissor das duas doenças, o município instalou 1.008 estações disseminadoras de larvicida em bairros e assentamentos. Os equipamentos utilizam os próprios mosquitos para transportar o produto até outros criadouros, ampliando a cobertura de controle. A orientação à população continua a eliminar recipientes com água parada e manter quintais e terrenos limpos, além de incentivar o uso de telas e repelentes. A campanha de conscientização visa reduzir a proliferação do vetor e proteger a comunidade.







