O quadro “Vitrine de Negócios”, apresentado na última quinta-feira, 14, recebeu os empresários Osmarino Alves Teixeira e Marione Schmitt. Convidados para falar sobre a trajetória da Seridoor Publicidade e Comunicação Visual, os sócios detalharam as mudanças vividas pela empresa sediada em Dourados desde a fundação, há quase três décadas, até a atual fase de produção majoritariamente digital.
Três décadas de mudanças tecnológicas
Fundada em 1997, a Seridoor completará 30 anos em 2027. Osmarino recordou que o negócio começou numa época em que a serigrafia manual e o fotolito artesanal eram procedimentos de rotina. Naquele período, cada etapa exigia habilidades manuais e prazos mais extensos para a entrega de peças de comunicação visual.
Segundo Marione, o cenário mudou radicalmente. Atualmente, quase todos os processos são digitais, desde a criação até a finalização. Impressoras de grande formato, softwares de edição e máquinas de corte automatizadas substituíram boa parte das tarefas manuais, encurtando prazos e reduzindo a margem de erro.
Agilidade na produção de placas
Marione explicou que, quando o cliente fornece a arte pronta, uma placa pode ser concluída em cerca de 15 minutos. Esse tempo inclui impressão, laminação, corte e aplicação, etapas que antes exigiam horas ou até dias. Ela ponderou, entretanto, que recursos como Inteligência Artificial, ainda que ampliem a produtividade, não dispensam o comando humano. A avaliação estética, a escolha de cores e a adaptação de mensagens ao público-alvo continuam dependendo da criatividade do designer.
Da lona ao LED nos outdoors
Osmarino comparou a produção de outdoors no formato tradicional, com 93 metros quadrados, à realidade atual. Até a metade da década passada, o processo envolvia impressão em lonas, colagem manual em painéis e instalação em campo; etapas que somavam de sete a 15 dias entre aprovação do layout e exibição da peça. Hoje, painéis de LED dominam grandes vias e espaços públicos. Uma arte enviada por aplicativo de mensagens ou e-mail já pode ser exibida em segundos, sem logística de transporte e sem trabalho de colagem.
A adoção dessa tecnologia, segundo ele, padroniza campanhas em diferentes regiões. Marcas nacionais podem disparar a mesma mensagem simultaneamente em várias cidades, mantendo coerência visual e cronograma unificado. Além da velocidade, a troca de conteúdo se torna mais simples: basta um novo arquivo digital para atualizar a campanha.
Publicidade considerada investimento estratégico
Ao tratar do orçamento empresarial, Marione defendeu que publicidade deva ser classificada como investimento, não como despesa. Ela argumentou que a visibilidade proporcionada por campanhas bem planejadas se converte em retorno financeiro e crescimento de mercado. Como exemplo, citou o período da pandemia de Covid-19. Enquanto algumas companhias reduziram iniciativas promocionais, outras aproveitaram a menor concorrência nas ruas para renovar fachadas e reposicionar marcas, alcançando público sem a disputa acirrada de antes.
A empresária acrescentou que a percepção de valor da marca começa na identificação visual do ponto de venda. Fachadas atualizadas, comunicação clara e materiais de apoio coerentes influenciam a decisão de compra do consumidor e fortalecem a lembrança de marca.
Equilíbrio entre automação e criatividade
Os convidados enfatizaram a necessidade de equilibrar tecnologia e talento humano. Para eles, máquinas aceleram a execução, mas a concepção de ideias, slogans e campanhas que dialoguem com o público exige repertório cultural e sensibilidade. Essa combinação, afirmam, diferencia anúncios que apenas informam daqueles que engajam e estimulam compras.
Expectativas para o futuro
Com a proximidade do 30º aniversário, a Seridoor planeja ampliar o portfólio de serviços digitais e acompanhar novas tendências de mídia exterior. Entre as prioridades estão a expansão de painéis de LED, soluções sustentáveis de impressão e sistemas de gestão que integrem pedidos, criação e produção em uma única plataforma. Osmarino destacou que o objetivo é manter a competitividade sem abrir mão da personalização que marcou a história da empresa.
A participação no “Vitrine de Negócios” reforçou a mensagem de que a evolução tecnológica, somada à visão estratégica de investir em comunicação, pode determinar o sucesso de marcas em cenários de rápida transformação. Para os empresários, acompanhar as mudanças de processo e comportamento de consumo continuará sendo decisivo na próxima década.









