A Sala de Guerra realizou, na manhã de 4 de agosto, no Slaviero Prime Hotel, em Campo Grande, um debate sobre os possíveis impactos do fenômeno El Niño em Mato Grosso do Sul. O encontro contou com a participação da Energisa MS, que destacou a incorporação da meteorologia na operação preventiva do setor elétrico, e contou com a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, doutora e pós‑doutora em Eletricidade Atmosférica pelo INPE.
Paes explicou que o El Niño pode alterar o regime de chuvas, intensificar períodos de calor, estiagens e tempestades severas, gerando reflexos diretos na agricultura, recursos hídricos, saúde, infraestrutura e no fornecimento de energia. “O El Niño pode provocar mudanças importantes no regime de chuvas, favorecer períodos de calor, estiagens e tempestades severas, com reflexos em áreas como agricultura, recursos hídricos, saúde, infraestrutura e setor elétrico”, afirmou.
Carlos Alberto de Assis, diretor‑presidente da AGEMS, ressaltou que a reunião de instituições e especialistas amplia a capacidade de planejamento e resposta a eventos climáticos que afetam a rotina da população. “Os eventos climáticos podem impactar diretamente a rotina da população e o funcionamento dos serviços essenciais. Por isso, precisamos trabalhar de forma preventiva, reunindo instituições, especialistas e diferentes áreas do poder público”, destacou.
Marcelo Santana, coordenador de operação da Energisa MS, declarou que a previsão do tempo deixou de ser apenas informação de acompanhamento e agora orienta decisões operacionais. “Ao cruzar esses dados com o histórico da rede e outras informações, conseguimos identificar riscos com antecedência, preparar equipes e recursos e estar mais bem preparados para agir quando um evento climático acontece”, disse.
A iniciativa pretende transformar o conhecimento técnico em ações de prevenção, integrando dados climáticos, ciência de dados e inteligência artificial para reduzir vulnerabilidades e melhorar a resposta da rede elétrica diante de eventos extremos.







