Edson Giroto, ex-deputado federal e ex-candidato à prefeitura de Campo Grande, anunciou sua candidatura à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal (PL) em entrevista à Rádio Massa FM Campo Grande, afirmando que sua situação eleitoral está regularizada após decisões judiciais e que a Procuradoria‑Geral da República enviou parecer favorável ao juízo eleitoral.
A regularização ocorreu depois que a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF‑3) anulou, por unanimidade, em agosto de 2025, as condenações de Giroto na Operação Lama Asfáltica, reconhecendo a parcialidade do ex‑juiz da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, o que invalidou os atos processuais e suspendeu medidas cautelares e bloqueios patrimoniais contra o ex‑secretário.
Giroto afirmou que manterá postura firme no Congresso, com foco na proteção da produção rural e no fortalecimento do setor produtivo do estado, denunciando a ausência de política agrícola eficaz para garantir os produtores brasileiros, que lideram a produção mundial. “A minha ideologia nunca mudou. Eu sempre fui diferente da ideologia do PT, mas com muito respeito a eles. Mas nunca fui flexível. Eu sou inflexível naquilo que eu defendo, naquilo que eu acredito e naqueles que acreditaram que eu posso representá-los”, disse.
O ex‑deputado criticou os elevados custos de transporte e armazenagem de grãos, atribuindo‑os à deficiência de rodovias e ferrovias, e defendeu o uso de rotas hidroviárias para reduzir o escoamento até os portos. “Hoje o custo Brasil, que todo mundo fala, é que na verdade pra gente levar a nossa produção, pra gente armazenar a nossa produção, da onde produz até os portos, o custo nosso é muito caro. Nós não temos ferrovia, nós não temos rodovia de qualidade”, declarou.
Giroto alertou ainda sobre atrasos nas obras de acesso à Rota Bioceânica no lado sul‑mato‑grossense, apontando que a falta de articulação para garantir recursos pode comprometer a operação da ponte internacional no estado. “Ela não vai funcionar tão rápido, por quê? Porque a bancada federal não fez um trabalho forte pra colocar recurso no acesso até a ponte, e a ponte vai ficar lá e simplesmente o lado do Mato Grosso do Sul não vai estar sendo operado”, afirmou.
No encerramento, o candidato criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal, alegando que o STF não deve interferir nas decisões do Executivo e do Legislativo. “O Supremo Tribunal Federal não tem essa obrigação de se meter nas coisas que o Executivo e o Legislativo faz. Nós temos que ser duros e intransigentes pra que eles cuidem e defendam a Constituição e não se metam nas ações do Legislativo e do Executivo”, concluiu.








