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Maple Bear de Três Lagoas celebra 5 anos com quase 170 alunos e planeja expansão

Maple Bear de Três Lagoas celebra cinco anos de operação com quase 170 alunos e já oferece ensino bilíngue em inglês e português, segundo a mantenedora Uleima Domingues.

A escola, que atende crianças a partir de 2 anos, aplica a metodologia canadense que coloca o aluno em posição ativa, permitindo que ele participe da construção do conhecimento, pesquisa e consulta materiais expostos na sala, segundo Uleima.

Na educação infantil, até os 4 anos, as aulas são 100% em inglês; no último ano dessa etapa, a divisão passa a ser 75% em inglês e 25% em português, momento em que a alfabetização é introduzida de forma intencional.

A alfabetização ocorre simultaneamente em ambos os idiomas, o que pode demandar mais tempo, mas segue a proposta de formação bilíngue desde os primeiros anos, explicou a mantenedora.

Atualmente a unidade atende alunos até 10 anos e abrirá o 6º ano no próximo ano, permanecendo no prédio atual, na última sala disponível. Em 2028, a escola prevê a construção de um novo prédio ao lado da unidade para abrigar o 6º e 7º anos, enquanto o prédio atual ficará com a educação infantil e os anos iniciais.

A expansão acompanha o crescimento da rede na cidade, que recebeu bem a metodologia, apesar de sua diferença em relação ao modelo tradicional, afirmou Uleima.

Maple Bear funciona em período da manhã e integral; na tarde há turmas menores, mas o integral tem peso importante, especialmente em uma cidade com forte setor de celulose e famílias que chegam de fora, disse a mantenedora.

No integral, os alunos participam de atividades como judô, futebol, capoeira, balé, jazz, xadrez e ioga, além de suporte pedagógico para que estudantes do fundamental façam tarefas na própria escola quando passam o dia inteiro, evitando que façam atividades em casa.

A presença de profissionais do Canadá é considerada essencial para manter o “DNA canadense” da escola; a unidade recebe treinadores canadenses duas vezes por ano, com 15 dias de permanência em cada visita, e um profissional canadense faz vistoria anual, além de treinadores do núcleo de português que visitam duas vezes por ano, explicou Uleima.

Quando a unidade chegar ao ensino médio, os alunos se formarão com diploma brasileiro e canadense, podendo usar o canadense em universidades na África, nos Estados Unidos e no Reino Unido, citou a mantenedora, que mencionou MIT, Harvard, Stanford, Cambridge e Oxford.

A escola também mantém preparação para vestibulares brasileiros, afirmou Uleima, ressaltando que a formação bilíngue não substitui a preparação local.

Alunos mais velhos, de 9 ou 10 anos, podem ingressar sem domínio prévio do inglês, mas passam por processo de admissão escrito e oral, com pontuação mínima exigida; se não atingirem o resultado, a escola indica caminhos e profissionais para ajudar no aprendizado do inglês, e o estudante pode refazer o teste a cada 60 ou 90 dias, disse a mantenedora.

Além da metodologia bilíngue, Uleima defendeu que a escola precisa olhar para o aluno de forma integral, equilibrando desempenho acadêmico, olimpíadas, provas e preparação universitária com formação humana, destacando a importância de hard e soft skills.

A escola trabalha com disciplina positiva, uma educação respeitosa que não deve ser confundida com permissividade, disse Uleima, acrescentando que a disciplina positiva tem a palavra disciplina antes da palavra positiva.

A proposta busca dar liberdade com responsabilidade aos estudantes, preparando-os para vestibulares, universidades e para a necessidade de estudar ao longo da vida, concluiu a mantenedora.

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