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Festival do Chamamé chega a Campo Grande para quatro dias de música, dança e gastronomia

Da esquerda para a direita: Fernando Quadro, Edevaldo Faque e Danilo da Gaita Foto: Karina Anunciato/ Portal RCN67

Campo Grande inicia, nesta quinta‑feira (17), a 8ª edição do Festival Cultural do Chamamé, um evento de quatro dias que combina shows, dança, feira gastronômica e artesanato, atraindo público de toda a região fronteiriça.

A primeira noite, a Noite de Gala do Chamamé, acontece no Teatro Aracy Balabanian, com apresentações de artistas dos três países que dão origem ao gênero. A partir de sexta‑feira (18), as atividades migram para a Colônia Paraguai, onde o festival segue com shows ao vivo, barracas de comida típica e atrações para crianças.

Fernando Quadros, diretor de eventos do Instituto Cultural Chamamé MS, explicou que a edição deste ano busca ampliar o acesso do público ao festival. “Nós fizemos o lançamento do festival em um bairro da Capital, justamente para que os moradores locais pudessem ter esse acesso”, afirmou.

O chamamé nasceu na província de Corrientes, no nordeste da Argentina, e se difundiu para o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, onde recebeu influências locais que criaram uma identidade própria. Em 2022, Campo Grande foi reconhecida como Capital Nacional do Chamamé por lei federal, reforçando a ligação cultural com Corrientes.

Programação

Na sexta‑feira, a programação na Colônia Paraguai tem início às 19h, com shows que dão sequência ao ritmo da fronteira. No sábado, a partir do meio‑dia, o público pode percorrer a feira gastronômica e, às 15h, assistir ao concurso de dança de salão de chamamé, onde casais são avaliados por domínio da dança, compasso, sintonia e caracterização.

O concurso destaca ainda a tradição de tocar a música sem interrupções, exceto pelo grito “sapucai”, reconhecido entre os chamamezeiros. No domingo, a programação inclui a Enchamigada Chamamezeira, um almoço de confraternização com pratos típicos como arroz carreteiro, feijão gordo e macarrão frito; o ingresso para essa atividade custa R$ 30.

Entre os músicos que se apresentam, destaca‑se Danilo da Gaita, que toca nos dias 19 e 20. O artista começou a tocar aos 12 anos, já compõe suas próprias peças e, em entrevista à Massa FM, revelou que utiliza a gaita que pertenceu ao saudoso Zé Corrêa, um dos responsáveis por popularizar o chamamé no estado.

Entrada

Conforme a organização, a entrada é gratuita nos dias de shows e nas atividades da feira. Apenas a Enchamigada Chamamezeira tem cobrança de R$ 30. O festival também será transmitido pela TV Educativa e pelas plataformas digitais, ampliando o alcance da cultura fronteiriça.

O evento reforça a presença do chamamé na identidade cultural de Mato Grosso do Sul, ao reunir atrações brasileiras, argentinas e paraguaias e ao transformar a Colônia Paraguai em um espaço de convivência entre música, dança e culinária. A expectativa é que o público aproveite a programação diversificada e que o festival continue a fomentar a tradição nas próximas edições.

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