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Frente fria avança e eleva risco de tempestades em Mato Grosso do Sul

O padrão de tempo firme que predominou nos últimos dias em Mato Grosso do Sul começa a mudar nesta terça-feira, 9, com a chegada de uma frente fria sobre o território estadual. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) informa que a atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, associada ao transporte de calor e umidade vindo da Amazônia e do Norte do país, cria condições favoráveis para chuvas e tempestades ao longo da semana.

De acordo com o órgão, dois sistemas de baixa pressão se aprofundam sobre o Sul do Brasil e o Paraguai nos próximos dias, originando ciclones extratropicais que influenciarão diretamente o regime de ventos e a distribuição de nuvens em Mato Grosso do Sul. O primeiro ciclone deve se formar entre esta terça-feira, 9, e quarta-feira, 10; o segundo está previsto para o período entre quinta-feira, 11, e sexta-feira, 12. Ambos podem intensificar as instabilidades atmosféricas, aumentando o risco de chuva forte, descargas elétricas, rajadas de vento e eventual queda de granizo em diferentes regiões do Estado.

A projeção de precipitação indica que os maiores acumulados devem ocorrer entre quarta-feira, 10, e quinta-feira, 11. Nesse intervalo de 24 horas, os volumes podem superar 40 milímetros, especialmente nas regiões central, sul, sudoeste, oeste, sudeste e leste. A combinação de chuvas volumosas com solo já aquecido pode contribuir para alagamentos pontuais, enxurradas rápidas e redução de visibilidade nas rodovias.

As temperaturas também sofrem variação expressiva. Antes da chegada efetiva das nuvens mais carregadas, o ar seco mantém valores elevados durante o dia. Após a passagem da frente fria, a tendência é de ligeiro declínio térmico, principalmente no sul e no sudoeste do Estado, onde as máximas devem recuar para patamares entre 24 °C e 27 °C até o fim da semana.

Campo Grande inicia a semana sob baixa umidade

Na capital, a terça-feira começou com alerta para índices críticos de umidade relativa do ar. Dados do Cemtec apontam valores variando de 20% a 30% durante a manhã e a tarde, abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A predominância de céu com poucas nuvens favorece a elevação da temperatura, que pode alcançar 30 °C no período vespertino.

Com o avanço da frente fria a partir do fim da tarde, a nebulosidade aumenta e há possibilidade de chuva isolada durante a noite, configurando o primeiro sinal de mudança no tempo em Campo Grande. Na quarta-feira, a probabilidade de pancadas torna-se maior, com chance de precipitação mais intensa até quinta-feira. Mesmo com o reforço da massa de ar frio, as mínimas devem permanecer próximas de 18 °C, mantendo a sensação de tempo ameno nas primeiras horas da manhã.

Regiões mais vulneráveis

O Cemtec ressalta que a região sul, incluindo municípios como Ponta Porã, Dourados e Amambai, deve receber as primeiras pancadas de chuva ainda nesta terça-feira. À medida que o sistema avança, a instabilidade se espalha para o centro e o leste, alcançando cidades como Campo Grande, Três Lagoas e Água Clara. No oeste, Corumbá e Ladário também podem registrar trovoadas e ventos acima de 60 quilômetros por hora durante a influência dos ciclones.

Nas áreas centrais e sudeste, as precipitações tendem a ser mais volumosas entre a tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, intervalo que coincide com o núcleo mais ativo do primeiro ciclone extratropical. Já o segundo sistema, previsto para o final da semana, reforça a instabilidade principalmente no extremo oeste e no sul, prolongando o período chuvoso até, pelo menos, a manhã de sábado, 13.

Orientações e cuidados

Embora não haja previsão de frio intenso, a combinação de chuvas fortes, rajadas de vento e granizo exige atenção da população. Serviços de defesa civil recomendam evitar áreas de alagamento, não se abrigar debaixo de árvores durante tempestades elétricas e manter distância de estruturas metálicas expostas. Agricultores devem monitorar as condições para adequar atividades de campo, enquanto motoristas devem redobrar a cautela diante da possibilidade de pista molhada e baixa visibilidade.

Quem vive em localidades com histórico de enxurradas ou enxame de granizo deve avaliar a necessidade de proteger telhados e veículos. Equipamentos de irrigação devem ser ajustados de acordo com a nova disponibilidade hídrica, e construções em andamento precisam de reforço para resistir às rajadas previstas.

Tendência para os próximos dias

Depois do segundo ciclone, a expectativa é que o tempo comece a estabilizar gradativamente a partir de domingo, 14. Mesmo assim, nuvens residuais podem gerar chuvas fracas e isoladas em pontos do norte e nordeste do Estado. A massa de ar mais frio e seco que acompanha a borda posterior da frente pode fazer as mínimas recuarem ainda mais, especialmente em áreas de maior altitude, porém sem previsão de frio extremo para o período.

Até lá, o Cemtec mantém o monitoramento em tempo real e orienta que a população acompanhe boletins atualizados, pois os volumes e a distribuição de chuva podem sofrer ajustes conforme a evolução dos modelos meteorológicos. A recomendação geral é ficar atento aos alertas emitidos por autoridades competentes para reduzir possíveis danos associados aos eventos climáticos previstos.

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