O Governo de Mato Grosso do Sul assinou contrato de R$ 7,37 milhões para reconstruir a ponte sobre o Rio Taquari, na rodovia MS‑168, em Corumbá, após o desabamento que matou um caminhoneiro e interrompeu a ligação entre as áreas do Paiaguás e da Nhecolândia, no Pantanal.
Contrato emergencial
A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) realizou a contratação direta da empresa Ecopontes Sistemas Estruturais Sustentáveis, responsável pelo projeto e pela execução da obra de 36 metros. O prazo de execução é de 180 dias, contados a partir da publicação do extrato no Diário Oficial do Estado, em 15 de setembro. O Estado já empenhou R$ 3,47 milhões para a primeira etapa, valor que reserva no orçamento, mas que ainda não foi pago.
O fundamento legal da dispensa de licitação está no decreto de emergência “E” nº 61, assinado em 1º de setembro e publicado no dia seguinte. O decreto reconheceu situação de emergência por 180 dias em Corumbá, Ladário e Coxim, permitindo a contratação direta, desde que limitada ao necessário para resolver o problema e sem prorrogação superior a um ano.
O contrato, firmado em 13 de outubro, prevê multa e outras penalidades, inclusive rescisão, caso a empresa atrase o cronograma. A vigência pode se estender por até 120 dias após o término da execução, mas não ultrapassa o limite de um ano estabelecido pela lei.
Impacto local
A ponte desabou na manhã de 13 de agosto, quando uma carreta atravessava a estrutura e acabou caindo no rio. O motorista, de 49 anos, ficou preso na cabine e morreu. O veículo permaneceu submerso por quase 20 dias, sendo retirado apenas em 1º de setembro. Com a ponte interditada, o tráfego foi desviado pelas rodovias MS‑423 e MS‑214, com acesso pela BR‑163, rotas frequentemente utilizadas por veículos de carga pesada.
Construída em 2009, a ponte possuía 168 metros de extensão e foi a quarta ponte estadual de concreto a desabar em Mato Grosso do Sul nos últimos dez anos. Ainda não há informação oficial sobre o início efetivo das obras nem sobre a instalação de travessia provisória durante a reconstrução. O documento de contrato também não esclarece se os 36 metros contratados correspondem ao trecho que efetivamente cedeu.
Logo após o acidente, o governo anunciou perícia especializada para identificar a causa do colapso, incluindo sondagens no solo, inspeções subaquáticas e análise estrutural. Uma avaliação preliminar da Agesul não encontrou problemas aparentes na estrutura, mas o resultado da investigação ainda não foi incluído no contrato publicado.







