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Homem de 24 anos é preso em flagrante por ameaçar retirar companheira do hospital e dopá-la em Paranaíba

A Polícia Civil de Paranaíba, município localizado na região Leste de Mato Grosso do Sul, prendeu em flagrante, na manhã desta quarta-feira, um homem de 24 anos suspeito de ameaçar a própria companheira. A detenção foi realizada por equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Primeira Delegacia de Polícia do município.

De acordo com as informações apuradas pela investigação, o suspeito compareceu ao hospital onde a companheira recebia atendimento médico e manifestou a intenção de retirá-la da unidade de saúde sem qualquer autorização profissional. Ainda segundo os levantamentos, ele declarou que, ao chegar em casa, iria agredi-la fisicamente e administrar medicamentos para sedá-la, contrariando recomendações clínicas e colocando a saúde da vítima sob risco imediato.

Durante a permanência no hospital, o homem questionou integrantes da equipe de saúde sobre quais fármacos poderiam ser utilizados para executar a ameaça. As perguntas foram dirigidas a enfermeiros e demais funcionários presentes na sala, gerando preocupação entre os profissionais. As declarações ocorreram diante de terceiros, o que permitiu documentar o teor das ameaças e reforçar a materialidade do delito.

A vítima, que se encontrava em condição de vulnerabilidade por depender de cuidados médicos, relatou sentir temor diante da postura agressiva do companheiro. Conforme relatado à polícia, a mulher já vivenciava episódios anteriores de violência no âmbito doméstico, circunstância que levou os agentes a tratar o caso como reincidência em contexto de violência familiar contra a mulher.

Após receber o chamado, a DAM e o SIG iniciaram diligências imediatas. As equipes se deslocaram ao endereço do suspeito, localizaram o homem e efetuaram a prisão em flagrante. O procedimento incluiu busca pessoal, apreensão de possíveis objetos utilizados para intimidar a vítima e encaminhamento do detido à unidade policial, onde foram adotadas as providências cabíveis.

Na delegacia, o suspeito foi autuado com base na Lei Maria da Penha, que prevê medidas específicas para crimes de violência doméstica e familiar. Conforme previsto na legislação, a autoridade policial colheu depoimentos de testemunhas, registrou o boletim de ocorrência e comunicou o Ministério Público a fim de assegurar a continuidade da investigação e a proteção da mulher.

Os policiais também solicitaram a aplicação de medidas protetivas de urgência, incluindo a proibição de aproximação e contato entre acusado e vítima. O pedido será analisado pelo Poder Judiciário, que poderá determinar, entre outras providências, o afastamento imediato do suspeito do lar e a manutenção de distância mínima da mulher.

Para reforçar a segurança da vítima, a autoridade policial orientou que ela permaneça sob acompanhamento médico até receber alta e ofereceu acesso à rede de apoio psicossocial disponível no município. Essa rede inclui o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), responsável por prestar atendimento jurídico, psicológico e social a mulheres em situação de risco.

A Polícia Civil destacou que a prisão em flagrante foi possível graças à rápida comunicação dos fatos por parte dos profissionais de saúde e de pessoas que presenciaram o comportamento do suspeito. Segundo a corporação, denúncias imediatas possibilitam a intervenção antes que agressões ocorram, contribuindo para prevenir danos físicos e psicológicos mais graves.

O caso segue em investigação para apurar possíveis agravantes, como a premeditação de violência e o uso de substâncias químicas para subjugar a vítima. A análise pode resultar em aumento de pena, caso fique comprovado que o suspeito pretendia dopar a companheira com medicamentos controlados.

A Polícia Civil de Paranaíba reiterou o compromisso de combater a violência doméstica e solicitou que cidadãos utilizem os canais oficiais de denúncia, como o telefone 190 da Polícia Militar, o disque 180 da Central de Atendimento à Mulher e as delegacias especializadas, sempre que presenciarem ou souberem de situações de ameaça ou agressão.

Até o fechamento desta reportagem, o homem permanecia custodiado na Delegacia de Atendimento à Mulher, aguardando manifestação do Poder Judiciário quanto à conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A vítima continua recebendo acompanhamento médico e psicossocial, com medidas protetivas em fase de avaliação judicial.

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