Em 2 de agosto de 2025, em uma fazenda na região do Passo do Lontra, no Pantanal de Corumbá, o juiz do Tribunal do Júri condenou José Cliverson Soares da Silva, de 46 anos, a 45 anos e 11 meses de prisão pelo feminicídio de Salvadora Pereira, de 22 anos.
O crime ocorreu após uma discussão entre o casal, que havia ingerido bebida alcoólica. José atirou no rosto de Salvadora, enquanto cinco crianças, com idades entre 2 e 8 anos, presenciaram o assassinato. O condenado tentou fugir pela BR-262, mas foi localizado na própria propriedade rural e preso.
Condenação
O Tribunal do Júri aceitou integralmente a acusação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apontou violência doméstica e familiar. A sentença fixou 45 anos e 11 meses de reclusão, incluindo um ano adicional por posse irregular de arma de fogo. O MPMS havia pedido 44 anos e 11 meses, mas o juiz aumentou a pena para 45 anos e 11 meses. A execução será imediata, em regime fechado.
Consequências
Além da pena, a Justiça fixou uma indenização mínima de R$ 100 mil aos sucessores da vítima. O caso é acompanhado pelo Projeto Acolhida, iniciativa do MPMS que oferece proteção e acompanhamento aos familiares de feminicídios. Os dois filhos de Salvadora foram os primeiros em Mato Grosso do Sul a receber a pensão especial prevista na Lei Federal nº 14.717/2023.
O feminicídio de Salvadora foi registrado como o 21º caso de 2025 no estado. A presença de crianças no local e a tentativa de fuga do agressor destacam a gravidade da situação. O Ministério Público manteve a acusação de violência doméstica e familiar, reforçando a necessidade de políticas de prevenção.
O próximo passo é a execução imediata da sentença e o pagamento da indenização. A decisão reforça a responsabilidade do Estado em proteger vítimas de violência e garantir recursos aos familiares afetados. O caso serve como alerta sobre a violência doméstica no Pantanal e a importância de medidas preventivas.








