Na quarta-feira (19), a queda de um galho de árvore matou uma pessoa na região do Parque dos Poderes, em Campo Grande. O acidente levou o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a ampliar as ações de vistoria e manejo da vegetação em áreas próximas aos locais de circulação de pessoas.
Em nota, o Governo de Mato Grosso do Sul lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
A avaliação técnica realizada após a ocorrência apontou que o aceiro no local estava limpo e não havia cipós comprometendo a árvore. Também não foram identificados, durante a análise visual, sinais externos que permitissem antecipar de forma inequívoca a queda.
“Fatores naturais e ambientais podem alterar as condições estruturais de uma árvore ao longo do tempo, inclusive sem que necessariamente existam sinais externos evidentes de comprometimento”, informou o governo.
O Imasul destacou que as condições meteorológicas também precisam ser consideradas na avaliação da vegetação. Períodos de instabilidade, ventos fortes e rajadas podem aumentar a possibilidade de desprendimento e queda de galhos, inclusive em árvores que aparentemente não apresentam sinais de risco.
O órgão afirmou que essas condições podem modificar rapidamente as características estruturais da vegetação e o cenário de risco.
Após o acidente, o Imasul informou que vai priorizar um plano de ações para avaliação e manejo da vegetação nas áreas de interface entre o Parque Estadual do Prosa e os pontos utilizados pela população. A primeira etapa será uma vistoria técnica, com prioridade para pistas de caminhada e ciclismo, vias de circulação, pontos de ônibus, estacionamentos e demais áreas de uso público.
As equipes deverão avaliar fatores como inclinação das árvores, cavidades, comprometimento estrutural, danos nas raízes, deterioração, galhos mortos e outros sinais que possam indicar risco, além de considerar as condições ambientais e meteorológicas.
O Parque Estadual do Prosa é uma unidade de conservação de proteção integral localizada em área urbana de Campo Grande. Por esse motivo, intervenções na vegetação precisam seguir critérios ambientais, técnicos e legais específicos. Segundo o governo, qualquer manejo deve considerar não apenas a segurança das pessoas, mas também os possíveis impactos sobre a fauna, flora, solo e demais componentes do ecossistema.
O Imasul afirma que já realiza periodicamente medidas preventivas, como podas seletivas e retirada de galhos comprometidos. A remoção de árvores só ocorre quando há indicação técnica e autorização correspondente.
O acidente reacendeu a discussão sobre a necessidade de conciliar a preservação ambiental com a segurança da população em áreas verdes inseridas no perímetro urbano. Para o governo estadual, a conservação de uma unidade de proteção integral não significa deixar de realizar intervenções quando elas forem tecnicamente necessárias.
“Preservar não significa simplesmente não intervir”, afirma a nota. A intenção, segundo o Estado, é ampliar o monitoramento e o manejo preventivo nas áreas de maior circulação, sem comprometer os objetivos de conservação do parque.
O Governo de Mato Grosso do Sul e o Imasul afirmam que vão acompanhar as avaliações relacionadas ao acidente e adotar as providências consideradas necessárias, buscando conciliar segurança, conservação ambiental e proteção da biodiversidade.







