A Inpress Marketing, agência de publicidade e marketing digital de Campo Grande, completou 12 anos de atuação; segundo os fundadores Fernanda Saad e Thalita Rodrigues, a empresa começou há 12 anos no fundo de casa com um único cliente e um pagamento de R$ 300.
Fernanda entrou no mercado quase por acaso, ao aceitar administrar o Facebook de uma empresa sem experiência prévia, e contou com a parceria de Thalita, que já atuava na área, para iniciar as atividades.
No início, a agência desenvolveu suas práticas na prática, testando formatos e observando resultados em um mercado ainda em formação, sem a oferta de cursos e especialistas que existem hoje.
A Inpress nasceu praticamente junto com o Instagram; Thalita afirmou que, naquela época, as estratégias eram construídas mais por experimentação do que por fórmulas prontas, dizendo: “A gente fazia no que a gente achava que era certo. E, com o tempo, foi aparecendo coisa que ia aperfeiçoando”.
Uma mudança relevante ocorreu quando a agência percebeu que estar nas redes sociais não significa publicar incessantemente; inicialmente, chegou a produzir até oito posts por dia, mas passou a adotar conteúdos mais planejados e adequados ao perfil de cada cliente.
A produção também evoluiu: antes, utilizavam imagens disponíveis na internet; hoje, priorizam fotografias e materiais próprios pensados para cada marca.
Segundo Thalita, o Instagram deixou de ser o único ambiente relevante, e o TikTok exigiu uma linguagem própria, reforçando que “não dá para ser o mesmo conteúdo” em todas as plataformas.
Ao perceber que não mostravam o próprio trabalho, as fundadoras passaram a divulgar a agência nas redes, mostrar bastidores e participar de eventos; Thalita declarou que, a partir desse momento, “as outras pessoas começaram a enxergar a gente como autoridade no assunto”.
Fernanda resumiu a lógica da humanização ao afirmar que “pessoas conectam com pessoas”, destacando que a identificação gera confiança, sobretudo para pequenos negócios.
Apesar da forte presença digital, as fundadoras afirmam que rádio, televisão, outdoor e internet podem integrar a mesma estratégia, devendo cada canal estar preparado para receber o consumidor que chega por outra mídia.
Elas alertam que a demora no atendimento pode resultar em perda de venda, e recomendam que, além de gerar tráfego, as empresas mantenham Instagram, WhatsApp e atendimento prontos para converter o interesse em compra.
Para empreendedores que desejam construir marca nas redes, a recomendação é evitar comunicações distantes; quando o empresário não se sente confortável em aparecer, pode contratar alguém para representar a marca, segundo Fernanda.
Fernanda e Thalita sugerem que, ao iniciar um negócio, o empreendedor delegue a produção técnica de conteúdo a profissionais especializados, reservando seu tempo para estratégia, vendas e gestão.
A filosofia resumida pela agência ao final da entrevista foi “Postei e saí correndo”, indicando que a presença digital deve ser constante, adaptável e focada em resultados, não em ansiedade.







