Pesquisar

Luiz Lemes propõe imposto único, segurança ‘caçador’ e fim das emendas parlamentares

Luiz Lemes de Oliveira nos estúdios da Massa FM Campo Grande - Foto: Ana Lorena Franco

O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Luiz Lemes de Oliveira (Democracia Cristã), concedeu entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Massa FM, nesta segunda‑feira (31), apresentando propostas que incluem a criação de um imposto único, mudanças na política de segurança pública e o fim do modelo atual de emendas parlamentares.

Na área tributária, Lemes defendeu a adoção de um imposto único, afirmando que já existem estudos sobre o tema e que pretende levá‑lo ao Senado durante os oito anos de mandato. Segundo o candidato, a reforma tributária em curso seria uma “deforma tributária” que concentra recursos em Brasília, deixando estados e municípios dependentes do governo federal e sobrecarregando empresas e a população.

Em relação à segurança pública, Lemes propôs uma legislação com punições mais severas para criminosos que ele considera incapazes de conviver em sociedade, como estupradores, assassinos e integrantes de grupos de extermínio. Ele apresentou a proposta “caçador”, que manteria condenados de alta periculosidade em áreas restritas monitoradas por localizadores e chips, com a possibilidade de recompensar quem ajudar a localizar e devolver o preso ao espaço determinado.

Lemes também sugeriu a criação de uma anistia política que perdoaria débitos de políticos perante a Justiça, mas condicionaria a medida à assinatura de documento que tornaria os beneficiados inelegíveis de forma permanente, argumentando que a medida serviria a uma “limpeza” da classe política.

Na agricultura familiar, o candidato destacou a necessidade de facilitar a regularização de produtores rurais e reduzir a burocracia que afeta famílias assentadas, citando a existência de 28 assentamentos no município de Sidrolândia e a falta de interesse dos jovens em permanecer no campo.

Quanto à infraestrutura, Lemes apontou a duplicação de rodovias como prioridade para o estado e defendeu a ampliação da participação das ferrovias na logística, alegando que projetos apressados podem gerar problemas estruturais e riscos à vida.

Sobre as emendas parlamentares, Lemes afirmou ser “extremamente contrário” ao modelo atual, criticando o uso dos recursos como instrumento de influência política e defendendo que investimentos só devem ser liberados mediante projetos previamente analisados.

Ao final da entrevista, Lemes pediu apoio eleitoral para sua candidatura ao Senado e para os demais candidatos de sua chapa nas eleições de 4 de outubro.