Uma mulher de 29 anos, sentenciada a nove anos de reclusão por tráfico de drogas, foi detida na tarde desta terça-feira, 12, em Campo Grande (MS). A captura foi conduzida por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), unidade da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul responsável por ações de alta complexidade.
De acordo com informação oficial, o cumprimento do mandado de prisão definitiva ocorreu por volta das 13h30 no Bairro Residencial Oliveira, na região urbana da capital sul-matogrossense. Investigadores utilizaram técnicas de inteligência para localizar a condenada dentro de um estabelecimento comercial, previamente monitorado após levantamentos que indicaram sua presença no local.
O procedimento adotado seguiu protocolo padrão para casos de prisão de foragidos já condenados. Após confirmar visualmente a identidade da mulher, os agentes se aproximaram de forma discreta, realizaram a abordagem e deram ciência do mandado expedido pelo Judiciário. Não houve resistência nem ocorrência de incidentes durante a operação, informou a corporação.
A pena imposta refere-se ao crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, que tipifica o tráfico ilícito de entorpecentes no território nacional e estabelece punição que pode variar de cinco a quinze anos de reclusão, além de multa. No processo em que foi julgada, a Justiça fixou a sanção em nove anos, a ser iniciada em regime fechado. O mandado agora executado era de caráter definitivo, não cabendo mais recursos capazes de suspender a punição.
Logo após a detenção, a mulher foi levada à sede do GARRAS, onde passou pelos trâmites de praxe: conferência documental, checagem em sistemas de segurança pública e registro do cumprimento da ordem judicial. Concluídas essas etapas, a custodiada ficou sob responsabilidade da Polícia Civil até o momento do deslocamento ao sistema penitenciário, unidade em que deverá iniciar o cumprimento efetivo da pena imposta.
O trabalho do GARRAS nesta ação envolveu a análise de dados de inteligência obtidos ao longo de diligências anteriores. Segundo a corporação, informações sobre possíveis endereços e rotinas da condenada foram cruzadas com relatórios de campo, resultando na identificação do ponto exato onde ela se encontrava na data da prisão. A atuação em horário comercial foi definida para reduzir riscos a terceiros e ampliar a chance de captura sem confrontos.
Fontes policiais ressaltaram que a operação integra um esforço permanente de localização de pessoas com mandados em aberto, especialmente aquelas condenadas por crimes considerados graves, como tráfico de drogas. A prática, segundo a corporação, contribui para dar efetividade às decisões judiciais e para reforçar a sensação de segurança da população, ao retirar de circulação indivíduos já sentenciados.
Encerrada a fase de custódia provisória na delegacia especializada, a presa será recambiada ao estabelecimento penal designado pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Até a expedição do guia de recolhimento, o Poder Judiciário deverá ser comunicado formalmente sobre a execução do mandado, etapa que marca o início da contagem do tempo de pena.
Com o registro desta detenção, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirma manter a estratégia de unir coleta de informações, análise de inteligência e ação operacional para localizar foragidos. O objetivo, de acordo com a corporação, é assegurar o cumprimento das sentenças transitadas em julgado e reduzir a impunidade em crimes ligados ao tráfico de entorpecentes, uma das prioridades definidas pelo sistema de segurança pública do estado.








