Uma mulher de 36 anos foi presa na tarde de sexta-feira, 8, no Centro de Paranaíba (MS), depois de ameaçar a ex-companheira com uma faca e persegui-la pelas proximidades da Rua Doutor Rocha Dias. A Polícia Militar realizou a detenção após receber chamadas pelo número 190 que relatavam a presença de uma pessoa armada perseguindo outra em via pública.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Força Tática foram deslocadas imediatamente para o endereço indicado. Ao chegarem, os policiais encontraram tanto a suspeita quanto a vítima dentro de um estabelecimento comercial. O local foi utilizado pela vítima como refúgio para escapar das agressões que, segundo o relato, tiveram início momentos antes na residência do casal.
A discussão teria começado quando as duas conversavam sobre o término do relacionamento. Durante o desentendimento, a suspeita foi até a cozinha, pegou uma faca e encostou a lâmina no pescoço da ex-companheira, afirmando que, se não pudesse ficar com ela, ninguém mais ficaria. A irmã da vítima, que também se encontrava no imóvel, conseguiu intervir rapidamente, permitindo que a mulher deixasse a casa e buscasse ajuda.
Mesmo após a fuga da ex-parceira, a agressora continuou a proferir ameaças. Conforme o registro policial, ela afirmou que parentes poderiam retaliar contra a família da vítima caso fosse presa. Instantes depois, a mulher saiu à procura da ex-companheira pelas ruas próximas, ainda portando a faca. Testemunhas que presenciaram a cena acionaram a Polícia Militar e forneceram detalhes sobre a direção tomada pela autora.
No momento da abordagem, a suspeita apresentava comportamento agressivo e resistiu à ordem de parada, tentando escapar da equipe policial. Diante da recusa em se render, foi necessário o uso de um disparo de elastômero (munição não letal) para contê-la e efetuar a prisão de forma segura. Ninguém ficou ferido durante a intervenção.
A arma branca utilizada na ameaça foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Atendimento à Mulher de Paranaíba, onde foi anexada aos autos do inquérito. A vítima compareceu à delegacia para formalizar a ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e relatar o temor pela própria segurança e pela integridade dos filhos.
O caso foi registrado como ameaça no contexto de violência doméstica e vias de fato, infrações previstas na legislação que protege pessoas em situação de vulnerabilidade dentro de relacionamentos afetivos. A Polícia Militar informou que todas as providências cabíveis foram adotadas, incluindo o encaminhamento da suspeita à autoridade policial de plantão e a comunicação ao judiciário sobre o pedido de proteção feito pela vítima.
Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o pronto acionamento pelo 190 permitiu a chegada rápida da guarnição e evitou a escalada da violência. A corporação ressaltou a importância de denunciar comportamentos agressivos, especialmente quando envolvem ameaças com arma branca ou indícios de violência motivada por relações familiares ou afetivas.
O desfecho da situação ficou a cargo da Delegacia de Atendimento à Mulher, responsável por conduzir a investigação, ouvir testemunhas e avaliar a necessidade de outras medidas cautelares. Além da análise do material apreendido, a unidade deve verificar a existência de antecedentes ou de registros anteriores envolvendo as duas mulheres.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual audiência de custódia ou sobre a concessão definitiva das medidas protetivas solicitadas. A vítima permanece sob acompanhamento das autoridades competentes, enquanto o inquérito segue em andamento para apurar todos os detalhes do episódio e definir a responsabilização penal da agressora.
O caso reforça o alerta para situações de violência doméstica em que a ameaça evolui para o uso efetivo de arma branca. Especialistas lembram que, nesses cenários, a busca precoce por apoio policial e judicial é fundamental para preservar vidas e quebrar o ciclo de agressões.









