Uma operação da 2ª Delegacia de Polícia de Dourados resultou, na tarde de segunda-feira, 4, na prisão em flagrante de uma mulher de 24 anos suspeita de tráfico de drogas no bairro Parque das Nações II. Durante a ação, os policiais apreenderam 12 porções de cocaína, que totalizaram aproximadamente 283 gramas, além de cerca de 51 gramas de crack já fracionados para comercialização.
O trabalho policial começou após o recebimento de informações que indicavam o uso de um veículo para a entrega de entorpecentes na região. Com base nesse dado preliminar, as equipes iniciaram monitoramento do alvo e passaram a percorrer pontos onde o automóvel poderia estar atuando. O carro acabou localizado estacionado em área pouco movimentada do bairro, em condição considerada irregular, circunstância que chamou a atenção dos agentes.
No momento da abordagem, um homem estava ao lado do automóvel segurando uma bicicleta, contexto que, segundo os investigadores, correspondia ao método adotado para a distribuição das drogas. A revista no interior do veículo levou à localização de substância análoga à cocaína e porções de crack embaladas de forma padronizada, compatíveis com a prática de venda direta ao consumidor.
Com a conferência do material, foram contabilizadas as 12 porções de cocaína e as embalagens de crack, cujo peso ficou em torno de 51 gramas. Esse volume, segundo a investigação, seria suficiente para diversas transações individuais, dado o fracionamento prévio das pedras de crack e as unidades de cocaína preparadas.
O homem que aguardava ao lado do carro confirmou aos policiais que pretendia comprar droga da suspeita no exato momento da intervenção. Esse depoimento inicial reforçou a materialidade do delito e subsidiou a lavratura do auto de prisão em flagrante.
Durante o interrogatório, a suspeita declarou que planejava vender a cocaína por cerca de R$ 4.000 e o crack por aproximadamente R$ 500. As informações foram registradas no procedimento policial e juntadas às demais provas colhidas na cena. Em seguida, ela foi conduzida à sede da 2ª Delegacia, onde permaneceu custodiada para as providências legais.
Após análise do caso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da investigada, medida que, se deferida pelo Poder Judiciário, manterá a acusada detida enquanto prosseguirem as apurações. O pedido fundamenta-se no risco de continuidade do crime e na necessidade de assegurar a ordem pública, conforme apontado no inquérito.
As investigações seguem para identificar eventuais comparsas, rotas de distribuição e fornecedores dos entorpecentes apreendidos. Os agentes pretendem, ainda, verificar se o veículo utilizado na entrega pertence à autora ou a terceiros e se há registros anteriores de utilização do mesmo automóvel em atividades ilícitas.
A Polícia Civil informou que novas diligências podem incluir análise de dados telefônicos, cruzamento de informações de inteligência e oitivas de testemunhas com o objetivo de ampliar o alcance da operação iniciada com a prisão em flagrante. Qualquer indício adicional será integrado ao inquérito para esclarecer totalmente a cadeia de responsabilidades no tráfico investigado.
Até o momento, não há confirmação de outras prisões relacionadas ao caso. O material entorpecente ficará sob guarda da autoridade policial até a conclusão dos exames periciais, que confirmarão a natureza e a pureza das substâncias. O resultado técnico servirá de base para a comprovação formal do crime no processo judicial que deve ser instaurado contra a mulher presa.








