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Nelsinho Trad declara apoio a Riedel, mudanças na Assembleia e cobranças na saúde marcam a semana em MS

A cena política de Mato Grosso do Sul registrou, nesta semana, movimentos relevantes envolvendo lideranças estaduais, alteração na composição da Assembleia Legislativa e novos questionamentos sobre a qualidade do atendimento na rede pública de saúde. Entre os principais fatos estão a manifestação de apoio do senador Nelsinho Trad (PSD) à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), a retotalização dos votos das eleições de 2022 que garantiu cadeira ao suplente João César Mattogrosso, além da pressão de vereadores de Três Lagoas por melhorias no sistema municipal de saúde. Nos bastidores de Brasília, a senadora Tereza Cristina (PP) também voltou a ganhar projeção, enquanto o campo de centro-direita começa a buscar alternativas para as próximas disputas.

Apoio de Nelsinho Trad à reeleição de Riedel

O senador Nelsinho Trad reafirmou posição de centro-direita e declarou, nesta semana, apoio à campanha de reeleição do governador Eduardo Riedel. A decisão foi anunciada apesar da pré-candidatura do irmão, Fábio Trad (PT), que pretende concorrer ao governo estadual. Segundo o senador, o respaldo a Riedel se baseia nos investimentos já realizados pela gestão, com destaque para o avanço do projeto Vale da Celulose, considerado um dos maiores empreendimentos em execução no Estado. Nelsinho Trad defendeu ainda que o debate eleitoral priorize propostas concretas, evitando pautas secundárias que desviem o foco do eleitorado.

Ao comentar o cenário nacional para 2026, o parlamentar citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como possível nome para a disputa presidencial fora da polarização atual. O posicionamento revela articulações preliminares de setores que buscam oferecer alternativa ao eleitorado que não se identifica nem com o governo federal nem com a oposição direta encabeçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, entretanto, não há definições formais sobre alianças ou estratégias.

Cobranças sobre a saúde em Três Lagoas

Na sessão ordinária de terça-feira, 19, vereadores de Três Lagoas voltaram a cobrar da administração municipal respostas para problemas recorrentes na rede pública de saúde. As principais reclamações concentram-se no tempo de espera para consultas especializadas, exames de diagnóstico e procedimentos cirúrgicos, com relatos de pacientes que aguardam atendimento há até três anos. Parlamentares também apontaram falhas no acolhimento e na organização do fluxo de usuários nas unidades básicas e no hospital municipal.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde reconheceu os desafios, informou ter adotado medidas para ampliar a oferta de exames e consultas e adiantou que novas ações devem ser implementadas nos próximos meses. Entre as iniciativas citadas estão a contratação de profissionais, o redimensionamento de agendas e a reestruturação de processos internos. Apesar das críticas, a pasta afirma que indicadores como cobertura de atenção primária e taxa de vacinação apresentam evolução quando comparados a 2023.

Retotalização redefine vaga na Assembleia Legislativa

Decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul modificou a composição da Assembleia Legislativa após retotalização dos votos das eleições de 2022. O processo anulou os votos atribuídos a Loester Carlos Gomes de Souza e Raquelle Lisboa Alves Souza, ambos do PL, impactando o coeficiente eleitoral da coligação. Com o novo cálculo, o deputado Neno Razuk perdeu o mandato, que passou a ser ocupado pelo suplente João César Mattogrosso, também do PL.

O tribunal explicou que a anulação dos votos se deveu a irregularidades identificadas na candidatura de Loester Carlos, cujo registro foi indeferido. Como consequência, todos os votos destinados à chapa foram descartados, alterando a distribuição de cadeiras. Razuk ainda pode recorrer, mas, até que haja decisão superior, Mattogrosso assume a vaga. A mudança altera o equilíbrio interno das bancadas e poderá impactar votações importantes no restante da legislatura.

Tereza Cristina ganha espaço em meio a investigações no PP

Enquanto o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, enfrenta investigações que geram desgaste para a legenda, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina passou a ser vista como possível articuladora para reorganizar o campo de centro-direita. Única entre os 11 parlamentares federais de Mato Grosso do Sul com mandato garantido até 2030, ela reúne apoio de diferentes alas do partido e de setores do agronegócio, segmento no qual construiu parte de sua trajetória política.

Nos bastidores de Brasília, lideranças avaliam que Tereza Cristina preservou a imagem ao manter postura discreta mesmo durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura no governo Bolsonaro. Por não figurar em escândalos recentes, é tida como alternativa de “reserva moral” para assumir o protagonismo caso as acusações contra a atual direção do PP avancem. Por enquanto, a senadora não se posicionou publicamente sobre a possibilidade de disputar papel de liderança partidária nem sobre eventual candidatura majoritária em 2026.

Com essas movimentações, o tabuleiro político de Mato Grosso do Sul e do país segue em fase de ajustes. A convergência de apoios, a redefinição de mandatos e a busca por nomes capazes de romper cenários polarizados compõem o conjunto de temas que deverão nortear as discussões nos próximos meses.

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