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Obra de contenção no córrego Anhanduí avança e inicia etapa de pavimentação na Avenida Ernesto Geisel

A intervenção que busca controlar enchentes no córrego Anhanduí, em Campo Grande, atinge um novo marco. Com 80% dos serviços concluídos, a obra localizada na Avenida Ernesto Geisel entrou na fase de preparação para a aplicação do asfalto. O avanço concentra‐se no trecho compreendido entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso, onde a pavimentação antiga foi removida e a terraplanagem já está em andamento.

De acordo com o cronograma atual, o projeto está previsto para ser finalizado no segundo semestre de 2026. Entretanto, a estimativa poderá ser ajustada de acordo com as condições climáticas que venham a interferir no ritmo dos trabalhos. A nova etapa é considerada decisiva, pois antecede a colocação da camada de concreto asfáltico responsável por restabelecer a trafegabilidade na via.

Terraplanagem antecede nova camada asfáltica

A remoção do pavimento desgastado deu lugar a serviços de nivelamento do solo, etapa fundamental para garantir a aderência e a durabilidade da futura pista. Durante a terraplanagem, as equipes executam a compactação do subleito, corrigem desníveis e instalam a base de sustentação que receberá a mistura asfáltica. Esse conjunto de procedimentos, realizado entre as ruas da Abolição e Bom Sucesso, é indispensável para reduzir riscos de trincas, afundamentos e infiltrações após a liberação do tráfego.

Construção de muros de gabião

Paralelamente à preparação do leito carroçável, prossegue a edificação dos muros de contenção em gabião ao longo das margens do córrego. O processo é minucioso: primeiro, forma‐se uma base com pedra britada; em seguida, estruturas metálicas são posicionadas e preenchidas manualmente com pedras selecionadas. Essa técnica reforça a estabilidade das encostas, contribuindo para minimizar erosões e reduzir a intensidade das enchentes que historicamente impactam a região.

Intervenções previstas no projeto

Além da contenção e da nova pavimentação, o planejamento contempla:

  • Recapeamento completo da via nos trechos afetados pelas obras;
  • Implantação de sinalização horizontal e vertical atualizada;
  • Instalação de guarda‐corpo no sentido Avenida Manoel da Costa Lima/Avenida Afonso Pena, ampliando a segurança de motoristas e pedestres.

Essas medidas visam aumentar a capacidade de drenagem, melhorar a mobilidade urbana e garantir condições de tráfego mais seguras ao longo da Ernesto Geisel, uma das arteriais mais movimentadas de Campo Grande.

Primeira etapa já finalizada

O trecho inicial do empreendimento, situado entre as ruas Santa Adélia e da Abolição, em frente ao Shopping Norte Sul, foi concluído anteriormente. Nessa porção, a pavimentação já foi restaurada e os dispositivos de drenagem estão em funcionamento. A liberação dessa área contribuiu para reduzir impactos no trânsito e permitiu que os serviços avançassem para segmentos considerados mais críticos.

Impactos no cotidiano e prazos

Com a continuidade da obra, motoristas que trafegam pela Avenida Ernesto Geisel precisam redobrar a atenção devido às alterações no fluxo de veículos e à presença de equipamentos pesados. Faixas de rolamento são temporariamente interditadas para possibilitar a movimentação de caminhões, retroescavadeiras e rolos compactadores. A administração municipal recomenda a utilização de rotas alternativas nos horários de pico, especialmente enquanto duram a terraplanagem e a aplicação do novo revestimento asfáltico.

A previsão de conclusão até o segundo semestre de 2026 leva em conta etapas subsequentes, como a finalização dos muros de gabião, a compactação do solo, a execução da capa de rolamento, a implantação da sinalização e a instalação dos guarda‐corpos. Conforme o contrato, as precipitações acima do normal podem atrasar atividades de aterro e compactação, exigindo reprogramação de prazos.

Objetivos de longo prazo

O conjunto de intervenções na Avenida Ernesto Geisel integra um plano mais amplo de enfrentamento a enchentes em Campo Grande. Ao reforçar as margens do córrego Anhanduí, a iniciativa busca não apenas conter alagamentos, mas também preservar a infraestrutura urbana, proteger imóveis lindeiros e reduzir custos futuros de manutenção viária. A modernização da pavimentação, somada à sinalização e aos dispositivos de segurança, pretende ampliar a capacidade de escoamento da água e oferecer melhores condições de circulação para cerca de 70 mil veículos que utilizam diariamente a via, segundo estimativas da administração municipal.

Com 80% do empreendimento executado, a obra alcançou uma das fases mais visíveis para a população, a preparação da nova pista. A continuidade dos trabalhos, aliada ao monitoramento das condições climáticas, será determinante para que o cronograma seja mantido e os motoristas voltem a trafegar em toda a extensão da Avenida Ernesto Geisel até 2026.