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Operação do Canil da PM apreende 46 quilos de maconha em transportadora de Campo Grande

Uma ação do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque) resultou na apreensão de aproximadamente 46 quilos de maconha em uma empresa de transporte de passageiros e encomendas localizada na região central de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A operação ocorreu na manhã desta quarta-feira, 15, depois que a corporação recebeu denúncia sobre a possível presença de drogas ocultadas entre pacotes armazenados no depósito da cooperativa.

De acordo com as informações divulgadas, a equipe especializada do Canil foi destacada para averiguar o relato. No local, os militares contaram com o apoio do cão farejador Aron, treinado para detectar entorpecentes. Durante a varredura, o animal sinalizou quatro caixas que estavam empilhadas junto a outras mercadorias, indicando suspeita de material ilícito.

Com a indicação do cão, os policiais abriram as embalagens para inspeção. Dentro das caixas, foram encontrados 48 tabletes de substância análoga à maconha. O entorpecente foi acondicionado de forma a simular encomendas comuns, numa tentativa de dificultar a identificação durante o processo de transporte e triagem da empresa.

Após a retirada dos tabletes, o material passou por pesagem e perícia preliminar realizada por equipe do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENAR). O laudo apontou peso total aproximado de 46 quilos, quantidade suficiente para caracterizar tráfico interestadual de drogas, segundo parâmetros adotados pela legislação vigente.

Na sequência, os policiais analisaram a documentação que acompanhava as caixas. A verificação mostrou que os dados fornecidos pelo remetente eram falsos, recurso frequentemente utilizado para dificultar o rastreamento de cargas ilegais. A identificação inverídica impossibilitou, naquele momento, a localização imediata do responsável pelo envio.

Com base no valor médio atribuído a esse tipo de entorpecente na região, a Polícia Militar estimou prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 92 mil ao grupo envolvido no transporte da droga. O valor leva em conta a possível revenda dos 48 tabletes em pontos de distribuição clandestinos.

A apreensão foi formalizada e toda a droga encaminhada ao depósito do DENAR, unidade que ficará encarregada das demais providências legais. Entre os procedimentos futuros estão a abertura de inquérito para apurar a origem do carregamento, a coleta de informações sobre rotas utilizadas e a eventual identificação de envolvidos na remessa.

Segundo a corporação, a utilização de cães farejadores tem se mostrado fundamental em operações dentro de empresas de encomendas, aeroportos, rodovias e terminais de passageiros. Esse tipo de atuação permite localizar substâncias ilícitas mesmo quando acondicionadas em pacotes lacrados, embalagens plásticas ou outros recipientes que visam mascarar odores.

A ação desta quarta-feira integra o conjunto de estratégias do BPChoque voltadas ao combate ao tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com países produtores de entorpecentes. As operações se baseiam em denúncias anônimas, monitoramento de rotas comerciais e apoio de tecnologias de rastreamento, além do emprego de cães treinados.

Na empresa onde a droga foi localizada, a rotina de atendimento foi parcialmente interrompida para que policiais realizassem a vistoria detalhada. Funcionários foram orientados a separar outras encomendas que apresentassem características semelhantes às caixas indicadas pelo cão, porém nenhuma nova irregularidade foi constatada durante a inspeção adicional.

Não houve prisões no local, pois as encomendas já estavam em poder da cooperativa quando a equipe policial chegou. Mesmo assim, as autoridades ressaltaram que a investigação segue em andamento para identificar tanto remetentes quanto destinatários, bem como possíveis intermediários responsáveis pela logística do entorpecente.

O material apreendido permanecerá sob guarda do DENAR até a conclusão da perícia definitiva, que inclui testes químicos para comprovar a natureza da substância e emissão de laudo oficial. Esse documento integra o inquérito policial que será remetido ao Ministério Público, passo necessário para eventual apresentação de denúncia à Justiça.

Com a conclusão da operação, o BPChoque reiterou o pedido para que a população continue colaborando com informações sobre movimentações suspeitas em terminais de carga, rodoviárias e demais locais de grande circulação. A corporação mantém canais de denúncia anônima, considerados essenciais para o êxito de ações semelhantes e para a redução do fluxo de drogas em Campo Grande e em outras cidades do estado.