A Operação Mata Atlântica em Pé registrou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul, distribuídos por 15 municípios, e resultou em multas totalizando R$ 1.521.044, com base na análise de 18 alertas entre 17 e 27 de agosto.
O trabalho fez parte da maior ação integrada de fiscalização ambiental do país, que contou com Ministérios Públicos, órgãos ambientais e forças policiais de 17 estados do bioma Mata Atlântica. No estado, o Ministério Público Estadual atuou na análise e validação dos alertas por meio do Núcleo de Geotecnologias (Nugeo).
Em comparação com a edição de 2025, a operação deste ano mostrou redução expressiva da área desmatada. O Nugeo utilizou ferramentas de geotecnologia, sensoriamento remoto e imagens de satélite para confirmar os alertas antes de encaminhá‑los ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
Após a validação técnica, o Imasul recebeu as informações e realizou as autuações de forma remota, sem necessidade de deslocamento imediato de equipes às propriedades. O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor Luciano Loubet, destacou que a tecnologia ampliou a capacidade de fiscalização no estado.
O procedimento cruza alertas de satélite com bases cartográficas para identificar supressão não autorizada de vegetação nativa; quando confirmada, são emitidos autos de infração, multas, termos de embargo e podem ser iniciados processos de recuperação, responsabilização civil e criminal, além de restrições no Cadastro Ambiental Rural e suspensão de crédito rural.
A Operação Mata Atlântica em Pé contou com a participação de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. A coordenação nacional ficou a cargo da ABRAMPA e do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, e o balanço nacional da edição de 2026 foi apresentado em 28 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
Segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, a redução do desmatamento no Brasil foi de 40% em 2025 em relação ao período anterior, e a queda chegou a 60% quando comparada a 2020 e 2021, marcando a menor taxa em quatro décadas de monitoramento.







