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PF abre operação investigando R$ 1,2 milhão na previdência de Campo Grande

Fachada do IMPCG - Foto: Reprodução/Prefeitura de CG

A Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Presciência para investigar suspeitas de irregularidades no processo de investimento de recursos da previdência municipal de Campo Grande.

A investigação foca na aquisição de R$ 1,2 milhão em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG).

Os agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão na capital sul-mato-grossense, autorizados pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, que incluíram a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos.

O inquérito policial apura a possível prática dos crimes de gestão temerária de instituição financeira, corrupção passiva e corrupção ativa.

O caso originou-se de um relatório de auditoria direta elaborado pelo Ministério da Previdência Social, que apontou indícios de que servidores municipais teriam deixado de cumprir ritos técnicos e administrativos previstos na legislação, expondo o patrimônio do regime próprio de previdência a riscos indevidos.

Informações preliminares indicam que a vice-prefeita de Campo Grande e atual secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento (Sem Partido), foi alvo da operação, com mandados cumpridos em sua residência e gabinete de trabalho.

A gestora, odontóloga de formação, ocupou a presidência do IMPCG de agosto de 2017 a 2024, período em que o aporte financeiro foi contratado. Ela também integrou o Conselho Nacional de Entidades de Saúde dos Servidores Públicos (CONESSP) e obteve a certificação da Secretaria de Previdência para atuação como dirigente de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

A Prefeitura de Campo Grande, em nota oficial, afirmou acompanhar as investigações e ressaltou que a capital foi uma das primeiras cidades a assegurar o ressarcimento integral dos valores, afastando prejuízos aos cofres públicos.

Segundo a administração municipal, a operação de R$ 1,2 milhão foi realizada em abril de 2024 de acordo com a Resolução CMN nº 4.963/2021 e a Política Anual de Investimentos do órgão.

O papel financeiro tinha vencimento original projetado para abril de 2029, mas a data foi antecipada após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição bancária em novembro de 2025.

O município ajuizou uma ação de compensação de créditos perante a 3ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, obtendo liminar favorável para o depósito judicial do valor corrigido e o impedimento de cobranças ligadas a consignados.

A Prefeitura declarou ainda que os procedimentos da PF fazem parte de um contexto de apurações nacionais e reforçou que segue prestando todos os esclarecimentos solicitados.

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