O policiamento rural de Mato Grosso do Sul reduziu em mais de 50% os casos de abigeato, roubos e furtos na área rural, informou o coronel Elcio Almeida, comandante do setor da Polícia Militar no estado.
Modelo em expansão
Almeida explicou que o modelo começou como patrulha rural, mas ganhou nova estrutura diante do crescimento econômico do estado e da necessidade de preparar a segurança pública para os próximos anos. Hoje, o policiamento rural atua como batalhão e mantém equipe em Três Lagoas responsável pelo atendimento da região.
O foco principal é a prevenção. As equipes visitam propriedades, orientam produtores e buscam reduzir a vulnerabilidade no campo antes que o crime aconteça. “A gente não espera acontecer nada com ele. Nós fazemos a visita com esse produtor rural e orientamos como ele não se tornar uma vítima”, afirmou.
Embora ainda ocorram casos de abigeato, furtos e roubos, os índices caíram de forma significativa em relação ao cenário anterior, quando empresas chegavam a acumular prejuízos milionários. O modelo virou referência nacional, e outros estados, como Paraná, Maranhão e Brasília, já solicitaram conhecer a experiência.
O efetivo ainda está em fase de ampliação e formação, com policiais novos e antigos passando por cursos específicos para atuar na área rural. O governo do estado entregou novas viaturas ao policiamento rural, e a equipe já é reconhecida pela cor diferenciada dos veículos. Em breve, o batalhão contará com uma nova sede em Campo Grande.
Na área ambiental, o coronel relatou que a antiga estrutura de um único batalhão se transformou em um grande comando ambiental, com dois batalhões, um em Dourados e outro em Campo Grande, cobrindo todo o estado. Mato Grosso do Sul reúne três biomas – Pantanal, Cerrado e parte da Mata Atlântica – e duas bacias, ampliando a responsabilidade da Polícia Militar Ambiental na fiscalização, prevenção e orientação.







