A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou o Programa de Combate ao Tabagismo, que oferece acompanhamento gratuito aos moradores que desejam abandonar o cigarro. O atendimento é realizado pela Atenção Primária à Saúde (APS), com apoio das equipes multiprofissionais (eMulti), seguindo as orientações do Ministério da Saúde.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2024, quase 12% da população adulta brasileira fumava. Embora inferior aos 15,7% registrados em 2006, o índice representa um aumento em relação a 9,2% em 2023. Entre os homens, a prevalência passou de 19,5% em 2006 para 13,9% em 2024; entre as mulheres, caiu de 12,4% em 2006 para 9,5% em 2024, mas subiu em relação a 7,3% em 2023.
O uso de dispositivos eletrônicos para fumar também aumentou. A frequência de adultos que fumam ou utilizam esses dispositivos subiu, e entre jovens de 18 a 24 anos, o crescimento foi maior: de 7,4% em 2019 para 10,1% em 2024, o maior percentual da série histórica para essa faixa etária.
Em Dourados, a procura pelo serviço tem aumentado ao longo do ano, principalmente de mulheres. Atualmente, dois grupos estão em andamento e novas turmas estão sendo organizadas pelas unidades de saúde, que mantêm listas de espera para os próximos ciclos. O atendimento é realizado em grupos de até 20 participantes, favorecendo uma abordagem mais acolhedora e participativa. Todas as Unidades Básicas de Saúde da Atenção Primária são referência para o Programa de Combate ao Tabagismo. O morador que deseja parar de fumar deve procurar a unidade de referência para receber informações e realizar o cadastro para os próximos grupos ou verificar a possibilidade de atendimento individualizado.
O cuidado ao paciente envolve diferentes etapas, começando pela identificação do uso de tabaco e avaliação do grau de dependência e da motivação para abandonar o cigarro. Em seguida, os profissionais orientam sobre os benefícios da cessação, auxiliam na preparação para a mudança, definem estratégias de tratamento e acompanham a evolução do paciente. O trabalho também inclui o manejo de possíveis recaídas e o reforço das estratégias para manter a abstinência.
O período ativo dos grupos dura, em média, quatro meses, com sessões estruturadas e encontros periódicos conforme a organização das equipes. Considerando as etapas de avaliação, intervenção e manutenção da abstinência, o tempo total sugerido para o tratamento pode chegar a 12 meses.
No dia 29 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Prefeitura de Dourados reforça a importância da prevenção, da conscientização e do acesso ao tratamento. A data é uma oportunidade para alertar sobre os riscos do tabagismo, prevenir a iniciação ao consumo de produtos derivados do tabaco, especialmente entre os jovens, e incentivar quem já fuma a procurar ajuda para abandonar o hábito.







