O projeto Locomotiva de Histórias, idealizado pela escritora e pesquisadora Tatiana De Conto, busca resgatar as memórias da antiga ferrovia em Campo Grande. A iniciativa nasceu a partir do trabalho do Museu Casa Amarela, na Esplanada Ferroviária, e tem como objetivo preservar as histórias de ferroviários, familiares e antigos passageiros.
Segundo Tatiana, o projeto começou há cerca de quatro anos, quando o artista visual Guido propôs registrar as histórias dos moradores da região. Os relatos deram origem a murais de arte urbana, pintados em 2024, que mais tarde passaram a integrar também um projeto literário.
O projeto trabalha com o conceito de ‘literatura de patrimônio’, que busca reconhecer as histórias de vida como parte do patrimônio imaterial da cidade. Tatiana destacou que a construção da identidade de Campo Grande não se resume a datas ou acontecimentos políticos, mas também às experiências das pessoas que ajudaram a formar a cidade.
A chegada da ferrovia em 1914 transformou completamente o desenvolvimento de Campo Grande, impulsionando o crescimento urbano e criando ligações com outras cidades e países vizinhos. O projeto também busca registrar essas histórias antes que desapareçam com o passar do tempo.
O projeto entra em uma nova fase com a disponibilização das histórias em formato digital, com a instalação de QR Codes que permitirão aos visitantes ouvir os relatos diretamente pelo celular. Além disso, o Museu Casa Amarela lançará oficialmente sua plataforma digital, que reunirá o acervo das histórias registradas pelo projeto.
As inscrições para as caminhadas guiadas do Locomotiva de Histórias estão abertas e podem ser feitas pelo WhatsApp (67) 99189-7034. As próximas edições acontecem nos dias 7, 8, 12 e 13 de agosto, além de uma sessão extra marcada para o dia 23.









