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Quase 975 kg de cocaína e skunk são apreendidos na BR-262

Flagrante ocorreu na madrugada desta terça-feira (22) em Miranda - Foto: Divulgação/PRF

Na madrugada de terça-feira, 22 de março, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou uma carreta na BR-262, a 600 km da capital, em Miranda, Mato Grosso do Sul. A carga, supostamente de minério de ferro, pesava 974,6 quilos, mas a inspeção revelou quase 1.000 kg de drogas. O condutor, preso em flagrante, alegou que o caminhão partira para Minas Gerais com minério. No entanto, seu nervosismo e contradições levaram os agentes a investigar mais a fundo.

Durante a fiscalização de rotina, o motorista afirmou que havia saído com o carregamento de minério com destino a Minas Gerais. No entanto, a equipe observou inconsistências na explicação da logística da viagem e nos valores do frete. Isso motivou a PRF a realizar uma vistoria detalhada nos compartimentos de carga, onde os policiais encontraram fardos de substâncias ilícitas empilhados sobre as pedras de minério de ferro.

Cargas suspeitas

A pesagem oficial identificou 543 quilos de skunk (supermaconha), 218,2 quilos de pasta base de cocaína e 213,4 quilos de cloridrato de cocaína, totalizando 974,6 quilos de drogas de alto valor comercial. Os fardos foram acomodados a céu aberto, diretamente sobre as pedras de minério de ferro, evidenciando o método de ocultação utilizado pelos traficantes.

Ao ser questionado sobre a origem do entorpecente, o condutor relatou que, logo após abastecer a carreta com minério, parou para comer em um restaurante às margens da via. No local, um desconhecido teria oferecido uma quantia em dinheiro para que ele levasse a carga até Campo Grande. O motorista recebeu voz de prisão por tráfico interestadual de drogas. O caminhão, os semirreboques e os quase mil quilos de entorpecentes foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, que dará continuidade às investigações para mapear os financiadores e o destinatário do carregamento.

A operação reforça a atuação da PRF na rota de escoamento de drogas provenientes da fronteira boliviana, que costuma usar a BR-262 para transportar entorpecentes para os grandes centros urbanos do país.