Os radares eletrônicos instalados em diferentes pontos do trecho urbano da BR-262, em Três Lagoas, foram retirados na última semana pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os equipamentos estavam em frente ao campus 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no cruzamento da rodovia com a avenida Ponta Porã e a rua Egídio Thomé, no cruzamento com a avenida Capitão Olyntho Mancini e nas proximidades do Leiloado. A retirada ocorreu após a concessão da BR-262 à empresa Caminhos da Celulose, responsável pela administração do trecho entre a ponte sobre o rio Paraná e Campo Grande. Segundo o DNIT, os recursos públicos provenientes da fiscalização eletrônica não podem ser aplicados em rodovia que passou a ser administrada pela iniciativa privada.
Na última semana, o prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, participou de reunião com representantes da Caminhos da Celulose, na qual a concessionária apresentou projetos, obras, serviços e intervenções previstos para o trecho sob sua responsabilidade, enquanto a prefeitura expôs demandas e necessidades do município e da região.
De acordo com o diretor do Departamento Municipal de Trânsito, José Aparecido de Moraes, o diretor regional do DNIT em Três Lagoas, Milton Rocha Marinho, informou que a instalação de novos radares na área concedida ficará sob responsabilidade da concessionária. “Por enquanto fica sem, mas depois deve ter os radares. Nós já estamos entrando em contato com a empresa para que novos radares sejam instalados não apenas nos trechos onde os equipamentos foram retirados, como nas proximidades da Universidade Federal, que tem um fluxo muito grande de veículos, e do Cristo, mas também em outros pontos da BR-262, dentro do município. A nossa intenção é que sejam implantados mais dois ou três locais de fiscalização eletrônica”, afirmou.
A própria Caminhos da Celulose informou, em nota enviada ao Jornal do Povo, que deverá instalar 15 equipamentos de monitoramento eletrônico de velocidade ao longo dos 870 quilômetros da concessão. Segundo a empresa, está em andamento um estudo para definir os locais de instalação, levando em consideração os trechos considerados críticos em relação à segurança viária, e a instalação e o início da operação dos radares estão previstos até o final do segundo ano da concessão.
Enquanto os novos radares da BR-262 não são instalados, o DNIT estuda o remanejamento dos equipamentos retirados para outro trecho da BR-158, nas proximidades da ponte sobre o rio Sucuriú. A medida depende da assinatura de um novo contrato para a prestação do serviço de fiscalização eletrônica, já que o contrato anterior venceu.
O município manifesta preocupação com o aumento do fluxo de veículos na BR-158 e com o registro de motoristas trafegando em alta velocidade no trecho.







