A Câmara Municipal de Dourados promoveu, na terça-feira (9), um treinamento de primeiros socorros voltado aos servidores que mantêm contato direto com a população. A iniciativa foi organizada em cooperação com o Corpo de Bombeiros Militar e conduzida pelo cabo Peterson, integrante do 2º Grupamento de Bombeiros Militar. O objetivo central foi preparar os funcionários para uma resposta rápida em ocorrências médicas, reduzindo riscos e aumentando as chances de sobrevivência até a chegada de atendimento especializado.
Durante a capacitação, os participantes revisaram protocolos para situações críticas, como engasgo e parada cardiorrespiratória. Foram demonstradas técnicas de compressão torácica e ventilação, fundamentais na reanimação cardiopulmonar (RCP). O instrutor também abordou emergências neurológicas, entre elas convulsões e desmaios, além de esclarecer dúvidas sobre acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos, crises de asma e episódios de ansiedade. O conteúdo combinou exposição teórica com exercícios práticos, permitindo que os servidores aplicassem imediatamente os procedimentos apresentados.
Uma das atividades centrais foi a manobra de Heimlich, indicada para desobstrução das vias aéreas em casos de engasgo. Os participantes executaram o método em manequins próprios para treinamento, aprendendo o posicionamento correto das mãos, a força necessária e as precauções para evitar lesões adicionais. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aplicação correta dessa técnica pode ser decisiva nos primeiros minutos, período em que a vítima corre maior risco de asfixia.
Outro ponto enfatizado no treinamento foi a reanimação cardiopulmonar. Utilizando manequins que simulam o tórax humano, os servidores treinaram a sequência de compressões e ventilações, respeitando a proporção recomendada pelas diretrizes internacionais de socorro. O instrutor destacou a importância de manter compressões rítmicas e de profundidade adequada para garantir a circulação sanguínea mínima durante uma parada cardíaca. Além disso, foram discutidos sinais de alerta que indicam a necessidade de iniciar a RCP, como ausência de pulso e respiração.
Para ampliar o alcance do curso, a equipe de bombeiros apresentou orientações sobre identificação precoce de sintomas de AVC e infarto. Os servidores receberam informações sobre fatores de risco, sinais característicos — como fraqueza súbita em um lado do corpo ou dor no peito — e os procedimentos imediatos de acionamento de socorro especializado. O treinamento incluiu ainda orientações voltadas a crises de asma e ansiedade, destacando como o reconhecimento rápido desses quadros e a oferta de suporte inicial podem minimizar complicações até a chegada da equipe médica.
A Câmara informou que a capacitação foi estruturada para contemplar tanto a parte técnica quanto a preparação psicológica dos servidores diante de situações de estresse. Os exercícios práticos ocorreram em ambiente controlado, simulando cenários possíveis no cotidiano do Legislativo, onde circulam contribuintes, vereadores, assessores e visitantes. Ao final das atividades, os participantes relataram maior segurança para agir nos primeiros minutos de uma emergência, período considerado crítico para o prognóstico das vítimas.
Uma nova etapa do treinamento está prevista para quinta-feira (11), destinada aos servidores que não conseguiram participar na data inicial. A direção da Câmara espera, com isso, ampliar o número de funcionários aptos a prestar auxílio imediato, consolidando um protocolo interno de resposta a incidentes. A parceria com o Corpo de Bombeiros será mantida para futuras reciclagens e atualizações, garantindo que o quadro funcional permaneça alinhado às melhores práticas de primeiros socorros.
Além de elevar a segurança dos frequentadores da sede do Legislativo, a iniciativa busca criar cultura organizacional voltada à prevenção. De acordo com a administração da Casa, a capacitação integra um conjunto de ações planejadas para melhorar o ambiente de trabalho, reduzir o tempo de resposta em emergências e, consequentemente, reduzir o risco de sequelas ou de mortes. Ao final do ciclo de treinamentos, todos os setores que mantêm atendimento presencial deverão contar ao menos com um servidor habilitado a iniciar os cuidados básicos enquanto o suporte médico é acionado.









