Search

Simone Tebet ressalta retomada da UFN3 como impulso econômico para Três Lagoas e para a produção nacional de fertilizantes

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), em Três Lagoas, foi destacada pela ex-prefeita do município e ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante evento realizado para marcar o reinício do empreendimento. Em pronunciamento, a senadora classificou a fábrica como um ponto decisivo para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e para a ampliação da capacidade produtiva de fertilizantes no país.

Tebet relembrou que a construção da unidade era uma reivindicação antiga da população três-lagoense e afirmou que a continuidade do projeto representa nova oportunidade para consolidar o município como um dos maiores polos industriais brasileiros. Segundo ela, o retorno das atividades proporcionará milhares de empregos diretos e indiretos tanto na fase de obras quanto na operação plena da planta.

Ao mencionar o período em que administrou a prefeitura, a parlamentar relatou dificuldades iniciais para a desapropriação da área destinada ao empreendimento. De acordo com Tebet, negociações articuladas entre governo municipal, estadual e federal possibilitaram a disponibilização do terreno situado próximo ao gasoduto, viabilizando a instalação da UFN3. Ela observou que a localização estratégica, com acesso à infraestrutura de gás natural, foi essencial para o avanço do projeto.

Durante o discurso, a ex-ministra enfatizou o impacto da fábrica sobre a segurança alimentar do país. A produção interna de fertilizantes, disse ela, contribuirá para reduzir a dependência de importações e fortalecerá a competitividade do agronegócio brasileiro, setor que responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto nacional. Tebet acrescentou que o aumento da oferta doméstica de insumos agrícolas tende a influenciar positivamente a produtividade e a sustentabilidade das cadeias agropecuárias.

Classificada como uma das maiores obras industriais em execução em Mato Grosso do Sul, a UFN3 possui capacidade projetada para produzir fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia, matérias-primas importantes para diversas culturas agrícolas. A expectativa de retomada movimenta diferentes segmentos econômicos locais, incluindo construção civil, logística, comércio e serviços, além de atrair investimentos complementares ligados à cadeia de bens e insumos industriais.

Autoridades estaduais e municipais presentes à cerimônia apontaram que o reinício das atividades deverá estimular instalações de novas empresas na região, ampliando receitas tributárias e fomentando a geração de renda. A liberação de recursos para a conclusão das estruturas, afirmaram, sinaliza confiança na expansão industrial do leste sul-mato-grossense, que já abriga setores como celulose, siderurgia e bioenergia.

Segundo projeções preliminares, a construção poderá demandar elevada quantidade de mão de obra em etapas de montagem eletromecânica, infraestrutura de utilidades e sistemas de armazenagem. Na fase operacional, a fábrica deve empregar profissionais de áreas técnicas, administrativas e de manutenção, contribuindo para a qualificação da força de trabalho regional.

O retorno do empreendimento também é visto como parte de estratégia nacional para estimular a produção interna de fertilizantes, tema que ganhou relevância após as oscilações de oferta no mercado mundial. A diversificação de fornecedores, aliada ao aumento da fabricação doméstica, é apontada por especialistas como fator determinante para reduzir riscos de desabastecimento e variações acentuadas de preços no setor agrícola.

Durante o evento, Tebet sublinhou que a conclusão da UFN3 não representa benefício restrito ao município, mas sim uma contribuição ao cenário econômico brasileiro. Ela reiterou que a integração entre diferentes esferas governamentais foi decisiva para destravar etapas burocráticas e mobilizar investimentos públicos e privados destinados à planta.

Com o cronograma de obras reativado, empresas contratadas retomam serviços de engenharia, reconstrução de estruturas inacabadas e instalação de equipamentos industriais. Paralelamente, órgãos de fiscalização e licenciamento acompanham a execução para assegurar conformidade ambiental e trabalhista. A estimativa é de que a unidade alcance plena capacidade produtiva após a conclusão de testes e comissionamentos.

A reabertura do canteiro de obras da UFN3 reforça a posição de Três Lagoas como polo logístico estratégico, dada a proximidade de rodovias, ferrovias e da hidrovia Tietê-Paraná. Esse conjunto de modais facilita o escoamento da produção de fertilizantes para diferentes regiões agrícolas do país, reduzindo custos de transporte e fortalecendo a competitividade do produto nacional frente ao importado.

Ao finalizar sua participação, Simone Tebet reiterou que o sucesso da iniciativa dependerá da continuidade dos investimentos e da cooperação entre setor público e iniciativa privada. Para ela, a UFN3 simboliza um passo relevante rumo à autonomia da indústria de fertilizantes e ao crescimento socioeconômico sustentável de Mato Grosso do Sul.

Isso vai fechar em 35 segundos