Mato Grosso do Sul registrou aumento de 17,8% no superávit da balança comercial nos primeiros sete meses de 2026, alcançando US$ 5,77 bilhões, segundo dados do ComexStat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 7,215 bilhões, alta de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações recuaram 3,7%, passando de US$ 1,499 bilhão para US$ 1,444 bilhão.
O volume de mercadorias exportadas subiu para 18,93 milhões de toneladas, crescimento de 11,7% frente a 16,94 milhões de toneladas do ano anterior. Em contrapartida, o volume importado diminuiu ligeiramente, de 2,33 milhões para 2,30 milhões de toneladas, queda de aproximadamente 1,3%.
Entre os produtos, a soja retomou a liderança, gerando US$ 2,42 bilhões em receitas, aumento de 30,8% em relação a 2025. A celulose movimentou US$ 1,825 bilhão, mas apresentou queda de 7,1%. As exportações de carne bovina congelada chegaram a US$ 1,04 bilhão, representando crescimento de cerca de 55%. Bagaço e resíduos da extração do óleo de soja cresceram 64%, e óleo bruto de soja e ferro fundido bruto também se destacaram. Por outro lado, açúcar, minério de ferro, farelo de soja e milho registraram retração.
A China foi o principal destino, comprando US$ 3,55 bilhões, quase metade do total exportado. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar com US$ 454 milhões, seguidos pelos Países Baixos (US$ 297 milhões), Itália (US$ 260 milhões) e Turquia (US$ 160 milhões). Argentina, Vietnã, Índia, Irã, Chile e Paquistão também figuram entre os mercados relevantes.
Os números confirmam que o estado combinou aumento das exportações com redução das importações, mantendo a pauta exportadora centrada no agronegócio e na indústria de base florestal, com soja, celulose e carne bovina como principais produtos.









