De acordo com a 6ª edição do Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em novembro de 2024 pelo Instituto Pró‑Livro, 53% da população adulta do país não leu nenhum livro – nem completo nem parcial – nos três meses anteriores à pesquisa, representando a perda de 6,7 milhões de leitores nos últimos quatro anos.
O mesmo levantamento indica que os brasileiros dedicam, em média, 3 horas e 46 minutos diários às redes sociais, o maior índice mundial, o que costuma substituir tempo que poderia ser destinado à leitura, ao estudo ou ao convívio presencial.
Vários estudos apontam que a leitura fortalece o pensamento crítico, amplia a fluência verbal e escrita na norma culta e está associada a melhor qualidade de vida; um estudo da Universidade de Roma constatou que leitores tendem a relatar maior felicidade em comparação com não‑leitores.
Os dispositivos digitais apresentam vantagens de praticidade e custo, permitindo armazenar milhares de obras em um único aparelho. Contudo, pesquisas apontam que a leitura em tela pode ser menos eficaz para a compreensão e retenção de conteúdos complexos, sobretudo entre usuários que não nasceram na era digital.
Desde a criação da World Wide Web, há 37 anos, por Tim Berners‑Lee, a internet conta hoje com mais de 1,1 bilhão de sites registrados; estimativas sugerem que mais de 50% dos novos conteúdos são produzidos por bots ou inteligência artificial.
Especialistas comparam a atual superabundância de informação ao auge da Biblioteca de Alexandria, que, entre os séculos III a.C. e IV d.C., chegou a reunir cerca de 500 mil rolos de papiro com o objetivo de reunir todo o conhecimento existente.
Charlie Munger, investidor e parceiro de Warren Buffett, afirmou que nunca conheceu pessoa sábia que não lesse continuamente, reforçando a leitura como hábito de indivíduos bem‑sucedidos.
Observa‑se ainda que crianças costumam imitar o comportamento de pais, responsáveis e professores que leem, o que favorece a formação de novos leitores.
Em síntese, leitores frequentes desenvolvem melhor compreensão textual, maior loquacidade, pensamento crítico e escrita normativa, competências cada vez mais valorizadas em concursos e no mercado de trabalho.








