Um homem foi preso na tarde de segunda-feira, 4, em Paranaíba, depois de apresentar um comprovante de PIX falsificado para retirar uma carga de materiais de construção. A ação foi registrada pela Polícia Militar por volta das 15h48, em um comércio situado na Rua Capitão Altino Lopes, bairro Eldorado.
De acordo com o proprietário do estabelecimento, o suspeito compareceu ao local, selecionou diversos itens — entre eles sacos de cimento — e exibiu um comprovante digital que supostamente confirmava a transferência bancária. Após a saída do indivíduo, o empresário conferiu a movimentação da conta e constatou que nenhum valor havia sido creditado, configurando indícios de estelionato.
Assim que recebeu a denúncia, a equipe policial iniciou buscas na região. Minutos depois, os militares localizaram o suspeito dirigindo uma caminhonete carregada com os produtos retirados da loja. O veículo foi abordado e o motorista identificado.
Durante a abordagem, o homem afirmou que o pagamento fora realizado por um terceiro, apontado por ele como seu sócio. Aos policiais, disse desconhecer a falsidade do comprovante. A explicação não convenceu a equipe, que recolheu documentos apresentados e um aparelho celular para análise. A carga foi apreendida de imediato.
Em continuidade às diligências, os policiais solicitaram que o suspeito indicasse o destino do restante dos materiais. Conduzido pelos militares, ele levou a guarnição a dois pontos distintos, onde parte dos produtos já havia sido descarregada. Nessas localidades, foram encontrados vários sacos de cimento e outros insumos de construção, totalizando quantidade significativa do lote obtido ilicitamente. Todo o material recuperado foi devolvido ao empresário lesado.
O levantamento inicial da Polícia Militar também identificou registros de que o mesmo homem retirava grandes volumes de mercadorias na empresa havia meses. Segundo o comerciante, transações anteriores ocorreram de maneira semelhante, o que sugere a possibilidade de um golpe reiterado. Esses indícios serão examinados pela Polícia Civil, responsável pela investigação.
Concluída a fase de campo, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba para prestar depoimento formal. Os investigadores deverão analisar o celular apreendido e os documentos recolhidos, com o objetivo de verificar eventuais vínculos com terceiros ou novas vítimas. A caminhonete utilizada no transporte da carga foi liberada para um familiar, após os trâmites legais.
O proprietário do comércio declarou ter registrado prejuízos em ocasiões anteriores, ainda não quantificados, possivelmente relacionados ao mesmo modus operandi. Ele relatou aos policiais que, em outros atendimentos, o suspeito também apresentou comprovantes de pagamento que pareciam legítimos, mas o valor correspondente não foi creditado. A autoridade policial avaliará as movimentações financeiras e deverá ouvir funcionários, além de solicitar imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica dos fatos.
As informações preliminares compiladas pela Polícia Militar foram repassadas à Polícia Civil, que agora conduz o inquérito para apurar responsabilidade criminal, identificar possíveis cúmplices e dimensionar o total das mercadorias subtraídas. O crime está enquadrado no artigo 171 do Código Penal, referente a estelionato, cuja pena varia de um a cinco anos de reclusão, podendo ser aumentada caso se confirme a prática continuada.
A corporação reforçou a orientação para que estabelecimentos comerciais verifiquem a efetiva compensação de transferências eletrônicas antes de liberar produtos de alto valor. Também recomendou que vítimas de possíveis fraudes anteriores compareçam à delegacia para formalizar boletim de ocorrência, contribuindo com a investigação.









