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Três Lagoas sobe 67 posições em ranking nacional de competitividade

Três Lagoas consolidou sua posição como a segunda cidade mais competitiva de Mato Grosso do Sul. O município alcançou a 143ª colocação no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado representa uma ascensão de 67 posições em relação à avaliação anterior.

O levantamento analisou 423 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. A metodologia utiliza 65 indicadores distribuídos em áreas como desenvolvimento econômico, saúde, sociedade e instituições. O desempenho local foi destacado durante sessão da Câmara Municipal pelo vereador Fernando Jurado.

Avanços em saúde e gestão

Jurado classificou o resultado como positivo e atribuiu a melhora à implementação de novas ferramentas de gestão no último ano. Segundo o parlamentar, os principais avanços ocorreram nos indicadores de saúde e eficiência administrativa. Ele defendeu que os números atuais devem ser comemorados, mas exigem a manutenção do ritmo de crescimento.

O objetivo estabelecido pela gestão é inserir Três Lagoas entre as 100 cidades mais competitivas do Brasil até o fim do atual mandato. Para isso, é necessário superar os entraves que ainda limitam o potencial econômico da região.

Desafio da burocracia

Apesar do progresso, o vereador apontou a burocracia como o principal obstáculo. Jurado citou dificuldades específicas em processos como o GDU, a comissão de ITBI e a fiscalização da vigilância sanitária. Ele argumentou que a simplificação desses trâmites é essencial para o desenvolvimento.

O município já possui iniciativas voltadas ao estímulo econômico, como o Pró-Inova, o Distrito Industrial de Pequenos Negócios, o Plano Diretor e a Lei de Liberdade Econômica. No entanto, o parlamentar considera que a redução da complexidade processual é o caminho mais direto para melhorar o ambiente de negócios.

Como solução, Jurado propôs a criação de uma diretoria de desburocratização. A estrutura seria liderada por um profissional especializado, atuando de forma integrada entre as secretarias. O foco seria ouvir contribuintes e o setor produtivo para identificar e eliminar gargalos nos serviços públicos.