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Três Lagoas registra terceiro maior saldo de empregos formais em março no Mato Grosso do Sul

Três Lagoas encerrou o mês de março de 2026 com o terceiro melhor desempenho na geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o município apresentou saldo positivo de 324 vagas com carteira assinada, resultado da diferença entre 3.111 admissões e 2.787 desligamentos.

O levantamento confirma a continuidade de um cenário favorável no mercado de trabalho local, impulsionado principalmente pelos segmentos industrial e da construção civil. A indústria respondeu pela abertura de 157 postos de trabalho, liderando o crescimento. Em seguida aparece a construção civil, responsável por 143 novas vagas. A agropecuária também contribuiu, com criação de 50 oportunidades.

Por outro lado, dois setores fecharam o período em retração. O comércio registrou diminuição líquida de sete empregos formais, enquanto o setor de serviços encerrou março com redução de 17 vagas. Mesmo com essas oscilações negativas, o resultado combinado dos demais ramos manteve o saldo global do município em terreno positivo.

No panorama estadual, Campo Grande liderou a geração de empregos ao contabilizar 1.428 novas vagas com carteira assinada. Inocência apareceu em segundo lugar, com 899 postos. Três Lagoas ocupou a terceira colocação, à frente de Corumbá, que somou 271 vagas, e Chapadão do Sul, com 180. Também registraram resultados favoráveis Paraíso das Águas (124), Fátima do Sul (111), Dourados (104) e Itaquiraí (92).

Entre os municípios com desempenho negativo, Paranaíba apresentou a maior perda, com saldo de 181 vagas a menos. Aral Moreira ficou com retração de 142 empregos, e Laguna Carapã encerrou o mês com 141 postos de trabalho fechados.

Dentro de Três Lagoas, a necessidade de preencher vagas disponíveis tem levado a Casa do Trabalhador a organizar mutirões de contratação em parceria com empresas instaladas no município. De acordo com o diretor do órgão, Sidney de Abreu, os feirões funcionam como espaço de contato direto entre empregadores e candidatos, ampliando as chances de contratação imediata.

Abreu informou que, embora nem todas as vagas sejam preenchidas durante os eventos, o volume de contratações efetivadas vem apresentando resultados consistentes. Para ele, o formato presencial facilita a triagem de perfis e agiliza os processos seletivos, especialmente para funções operacionais ou com demanda urgente.

O diretor esclareceu ainda que o número de admissões contabilizado pelo Caged supera a quantidade de postos divulgados pela Casa do Trabalhador, já que parte das empresas utiliza canais próprios de recrutamento. No caso da citricultura, por exemplo, sindicatos rurais mantêm bancos de talentos independentes, que absorvem mão de obra conforme a necessidade do setor.

Com o objetivo de ampliar o alcance das oportunidades, a Casa do Trabalhador pretende intensificar a captação de vagas junto às empresas que ainda não participam dos mutirões. A expectativa é oferecer um leque maior de posições aos trabalhadores locais e, ao mesmo tempo, atender à demanda dos empreendimentos que continuam a se instalar ou expandir operações em Três Lagoas.

O resultado de março reforça a relevância da indústria e da construção civil para a economia do município, segmentos que historicamente concentram investimentos em grandes projetos e refletem diretamente no nível de emprego. A continuidade do bom desempenho desses setores tende a sustentar o ritmo de contratações ao longo do ano, desde que os projetos em andamento mantenham o cronograma previsto.

Enquanto isso, os saldos negativos observados no comércio e nos serviços indicam necessidade de monitoramento, já que refletem dinâmicas de consumo e de oferta de atividades terciárias. Caso se mantenham nesses patamares, podem influenciar a performance geral dos próximos meses. Ainda assim, o ganho líquido de 324 postos formais em março garante a Três Lagoas posição de destaque no âmbito estadual.

O Ministério do Trabalho e Emprego dispõe de novas atualizações do Caged a cada mês, o que permitirá verificar se a tendência positiva no município será sustentada ou se ajustes nos setores menos dinâmicos serão necessários para preservar o equilíbrio do mercado de trabalho local.

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