Levantamento realizado pelo Procon de Mato Grosso do Sul indica que os consumidores de Campo Grande podem encontrar diferenças de até 157% no valor de itens da cesta básica, a depender do supermercado escolhido. A pesquisa foi conduzida em 13 estabelecimentos entre 22 e 23 de abril e revela disparidades expressivas nas seções de mercearia, hortifrúti e produtos de limpeza.
Disparidades na mercearia ultrapassam 150%
Entre os produtos analisados, o sal e o macarrão aparecem como os campeões de variação, ambos com preços que mudam mais de 150% entre os pontos de venda visitados. Esses itens, considerados essenciais no preparo diário de alimentos, ilustram a amplitude de preços observada pelo órgão fiscalizador. Na mesma categoria de mercearia, o feijão carioca e o arroz tipo 1 também chamam atenção: embora não figurem entre as maiores disparidades entre lojas, registraram aumentos relevantes em comparação com janeiro, de 40% e 13% respectivamente.
Hortifrúti mostra variação superior a 140%
No setor de frutas, legumes e verduras, a banana nanica apresentou oscilação superior a 140%. O alho, produto básico em temperos, teve variação acima de 130%. De acordo com o Procon-MS, esses percentuais refletem tanto diferenças de oferta e demanda quanto a política de precificação individual de cada supermercado.
Itens de higiene e limpeza também pesam no orçamento
Os produtos destinados à higiene pessoal e à limpeza doméstica não ficaram de fora das oscilações. Pasta de dente, sabonete e detergente, por exemplo, registraram diferenças de preço que ultrapassaram 100% entre os estabelecimentos avaliados. Para o consumidor, isso significa a possibilidade de pagar mais que o dobro pelo mesmo item, caso não haja pesquisa prévia de valores.
Comparação de preços é recomendação do órgão
O Procon-MS esclarece que os valores apurados devem ser considerados referência, pois podem mudar em função de promoções pontuais ou variações de demanda. Mesmo assim, o órgão destaca a importância de o consumidor comparar preços antes de concluir a compra, especialmente em razão da amplitude de variação revelada pelo estudo.
Além disso, o Procon orienta os clientes a observar atentamente a rotulagem dos produtos, verificando peso, composição e eventuais mudanças de fórmula. A entidade ressalta que embalagens aparentemente semelhantes podem conter quantidades diferentes, o que influencia diretamente a relação custo-benefício.
Aumento acumulado desde janeiro
O levantamento não se restringiu a comparar supermercados; também avaliou a evolução de preços ao longo do ano. O feijão carioca, item tradicional na mesa do brasileiro, ficou 40% mais caro em relação ao preço de janeiro. Já o arroz tipo 1, outro componente básico da alimentação, apresentou acréscimo de 13% no mesmo período. Esses dados reforçam o impacto da inflação no orçamento doméstico e indicam tendência de alta em alimentos essenciais.
Metodologia da pesquisa
Para compilar os dados, agentes do Procon-MS visitaram 13 supermercados distribuídos em diferentes regiões de Campo Grande. A coleta de preços ocorreu nos dias 22 e 23 de abril. Em cada estabelecimento, foram registrados os valores de itens que compõem a cesta básica, agrupados nos segmentos de mercearia, hortifrúti, higiene pessoal e limpeza doméstica. As variações foram calculadas a partir do menor e do maior preço detectados para cada produto.
Segundo o órgão, essa metodologia busca oferecer ao consumidor um panorama atualizado do mercado varejista local, possibilitando escolhas mais conscientes. O Procon informa ainda que, embora a pesquisa não determine tabelas oficiais de preços, os resultados podem auxiliar na identificação de práticas abusivas e orientar eventuais fiscalizações futuras.
Atenção redobrada em tempos de inflação
Com a persistência de pressões inflacionárias, a orientação do Procon-MS é para que o consumidor planeje as compras, faça comparações entre diferentes marcas e estabelecimentos e esteja atento a promoções reais, verificando sempre se o desconto não está atrelado a redução de quantidade ou qualidade do produto.
A pesquisa completa, com a lista detalhada de itens e respectivos preços mínimo e máximo, está disponível nos canais oficiais do Procon-MS. A entidade incentiva o acompanhamento frequente dessas publicações para que o consumidor possa ajustar seu comportamento de compra diante das oscilações do mercado.









