Três Lagoas, 12 de setembro – A sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira foi marcada por pronunciamentos em defesa do trabalho legislativo e por críticas direcionadas a ataques feitos nas redes sociais contra os vereadores do município.
Quem falou – O presidente da Casa, Antônio Empke Júnior, conhecido como Tonhão, utilizou a tribuna para afirmar que as demandas da população são encaminhadas regularmente ao Executivo. Ele destacou que parte dos comentários publicados na internet tenta desvalorizar a atuação parlamentar mesmo diante de projetos realizados em parceria com a prefeitura.
Contexto das queixas – De acordo com Tonhão, existe um grupo de usuários que expõe problemas da cidade, ofende os vereadores e, quando a administração municipal soluciona determinada questão, tenta assumir a autoria das melhorias. O presidente ressaltou que os parlamentares reconhecem deficiências em áreas como infraestrutura e serviços, mas acompanham avanços e cobram providências diretamente das secretarias e do prefeito.
Contato com o Executivo – Segundo o dirigente do Legislativo, as reivindicações chegam ao Executivo por meio de indicações formais, reuniões com secretários e diálogo permanente com o chefe do Poder Municipal. Ele afirmou que muitas críticas vêm de pessoas que não mantêm qualquer interlocução com a gestão, limitando-se a publicações virtuais.
Tom institucional – Tonhão salientou que o papel do vereador é fiscalizar, legislar e articular soluções, e que a população poderá avaliar, no momento oportuno, a efetividade desse trabalho. Para ele, as redes sociais têm sido usadas por alguns internautas como instrumento político, sem compromisso com o acompanhamento cotidiano das ações oficiais.
Outro pronunciamento – O vereador Fernando Jurado também subiu à tribuna e reforçou a defesa do Legislativo. Ele afirmou que críticas fazem parte do processo democrático, mas advertiu que determinados discursos servem para promover visibilidade individual ou obtenção de ganhos políticos.
Assumir créditos – Jurado explicou que é comum ver pessoas criticando falhas em iluminação, pavimentação ou limpeza, por exemplo, e, tão logo o serviço é executado, proclamarem-se responsáveis pelo resultado. O parlamentar classificou essas atitudes como tentativas de capitalizar politicamente sobre demandas que já estavam protocoladas pelos vereadores.
Para-choque da população – Na avaliação de Jurado, o vereador funciona como a principal porta de entrada das solicitações do cidadão. Ele mencionou que muitas melhorias, como recuperação de vias e instalação de equipamentos públicos, resultam de ofícios encaminhados pela Câmara ao Executivo. “Levar o pedido é parte da rotina diária”, ressaltou.
Discurso fácil – Em tom crítico, o vereador aconselhou moradores a terem cautela com propostas apresentadas como soluções imediatas para todos os problemas. Ele ponderou que temas complexos, como a situação das pessoas em situação de rua, exigem planejamento, orçamento e envolvimento de várias secretarias, motivo pelo qual poucos agentes políticos se dispõem a encará-los.
Comparação com o setor privado – Empresário antes de assumir mandato, Jurado disse que, na iniciativa privada, a tomada de decisões costuma ser mais ágil, enquanto no serviço público há necessidade de obedecer a normas, licitações e limites orçamentários. Para ele, isso explica parte das críticas referentes a prazos e burocracia.
Efeito das redes – O parlamentar avaliou ainda que a repercussão digital, embora traga ataques, amplia o alcance sobre as ações do Legislativo. Segundo Jurado, quando comentários negativos circulam nos bairros, ele recebe mensagens de moradores que já acompanham sua atuação e compartilham informações concretas sobre projetos em andamento.
Papel da sociedade – Ambos os vereadores enfatizaram a importância de o eleitorado acompanhar as sessões, consultar portais de transparência e verificar indicações e requerimentos protocolados, para formar opinião baseada em dados e não apenas em publicações de redes sociais.
Panorama atual – A Câmara de Três Lagoas mantém, segundo os parlamentares, agenda de reuniões com secretarias municipais, inspeções em obras e elaboração de leis voltadas a áreas como saúde, educação e infraestrutura. Embora reconheçam que persistem desafios, os vereadores reiteraram que o diálogo institucional permanece aberto e que as cobranças estão sendo feitas de forma contínua.
Ao final da sessão, ficaram registrados os apelos para que críticas continuem sendo feitas, porém acompanhadas de participação efetiva em audiências, consultas públicas e debates dentro do plenário, a fim de contribuir para a solução dos problemas que motivam as reclamações.









