O Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Dourados divulgou nova pesquisa de preços da cesta básica, realizada entre 3 e 5 de novembro de 2025 em 12 supermercados da cidade. O levantamento identificou que o extrato de tomate em embalagem de 340 gramas apresenta a maior diferença entre os estabelecimentos, com variação de 343,70% entre o menor e o maior preço encontrados.
De acordo com o órgão, foram coletados valores de 29 itens previamente definidos. O objetivo foi aferir o comportamento dos preços praticados em produtos de larga circulação e orientar o consumidor sobre as oscilações de mercado. A análise mostra que as disparidades não se restringem ao extrato de tomate e atingem diversos itens essenciais do cotidiano.
O sabão em pó (800 gramas) aparece em segundo lugar no ranking de variações, com diferença de 286,75%. Na sequência, o sal refinado (pacote de 1 quilo) registra variação de 284,44%. O alho (200 gramas) tem diferença de 267%, enquanto a erva-mate para tereré (500 gramas) alcança 266,53%. Entre os laticínios, o leite em pó integral (400 gramas) apresenta variação de 199,55%.
Produtos de higiene pessoal também exibem oscilações expressivas. O creme dental (70 gramas) registra diferença de 195,56% e o sabonete (85 gramas) chega a 192,94% entre o menor e o maior preço. Esses percentuais indicam que, dependendo do supermercado escolhido, o consumidor pode pagar até quase três vezes mais pelo mesmo produto.
Além dos itens citados, os fiscais identificaram 16 produtos com variação superior a 100%. Entram nessa lista a batata inglesa (1 quilo), o biscoito tipo água e sal (300 gramas), a farinha de mandioca torrada (1 quilo), a goiabada (300 gramas) e a água sanitária (1 litro). Também apresentam disparidades elevadas a esponja de aço (pacote com oito unidades), o sabão em barra (pacote com cinco unidades) e o papel higiênico (pacote com quatro rolos de 30 metros cada).
Considerando o conjunto dos supermercados pesquisados, a diferença global entre o estabelecimento com menor preço médio e o que apresentou o maior valor médio foi de 41,64%. Esse índice significa que um mesmo carrinho de compras pode ter custo significativamente distinto, a depender do local onde o consumidor faz a aquisição.
Em comparação com o levantamento de outubro de 2025, o preço médio da cesta básica registrou aumento de 1,31%. A variação mensal reforça a importância de acompanhar as flutuações do mercado, sobretudo em períodos de instabilidade, quando reajustes pontuais podem impactar o orçamento doméstico.
O chefe da Procuradoria Especializada de Administração do Procon de Dourados, Lenilson Almeida da Silva, ressalta que a atenção do consumidor deve ir além do preço. Ele recomenda verificação detalhada das informações constantes nos rótulos, especialmente prazo de validade, composição e peso líquido. Segundo o Procon, conferir esses dados evita equívocos e proporciona melhor comparação entre marcas e tamanhos de embalagens.
A pesquisa utilizou metodologia de coleta presencial, com anotação de preços diretamente nas gôndolas. Para cada item, foram considerados produtos de características semelhantes, permitindo a comparação direta entre marcas que disputam o mesmo segmento. O Procon esclarece que os valores refletem o momento da visita e podem sofrer alterações a qualquer tempo, conforme políticas comerciais e reposição de estoque dos supermercados.
A recomendação geral do órgão é que o consumidor planeje as compras, monitore ofertas semanais e, sempre que possível, faça levantamento prévio dos preços em mais de um ponto de venda. A prática de consulta permite identificar promoções legítimas e evita gastos desnecessários, sobretudo nos itens com grandes variações registradas pelo estudo.
O Procon de Dourados disponibiliza canais de atendimento para dúvidas, denúncias ou reclamações relacionadas a práticas abusivas. O órgão afirma que continuará realizando pesquisas periódicas para acompanhar a evolução dos preços da cesta básica e manter a população informada sobre alterações que possam afetar o poder de compra.
Com os dados recém-divulgados, a entidade reforça a importância da pesquisa de preços como ferramenta fundamental de proteção ao consumidor, especialmente em um cenário em que a diferença entre estabelecimentos pode ultrapassar 300% para produtos de consumo diário.









