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Idosa de 67 anos perde R$ 25 mil em golpe de falsa central bancária em Paranaíba

Uma moradora de 67 anos registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, após perder aproximadamente R$ 25 mil em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por funcionários de instituição financeira. O caso foi tipificado como estelionato e será investigado pela unidade policial.

Segundo o relato entregue às autoridades, a idosa recebeu uma ligação telefônica de supostos atendentes do Banco Bradesco. Durante o contato, os interlocutores solicitaram que a conversa prosseguisse por meio de videochamada, alegando tratar-se de procedimento de segurança. A vítima informou não ter conseguido visualizar a imagem do interlocutor em momento algum, mas continuou seguindo as orientações transmitidas pela voz ao telefone.

Enquanto a ligação ocorria, a mulher foi instruída a acessar o aplicativo bancário instalado em seu celular. Ainda conforme o boletim, ela realizou diversas transferências via PIX para contas indicadas pelos golpistas. As movimentações, efetuadas em sequência, totalizaram cerca de R$ 25 mil. Há suspeita de que a tela do aparelho tenha sido compartilhada, permitindo que os criminosos acompanhassem em tempo real cada comando executado.

Após as transações, a vítima notou a retirada dos valores de sua conta e encerrou a chamada. Percebendo que poderia ter sido enganada, procurou imediatamente a Polícia Civil para formalizar a denúncia. O registro foi feito sem demora, detalhando horários das ligações, quantias transferidas e dados das contas destinatárias.

O boletim também aponta que, depois da primeira fraude, os criminosos tentaram aplicar novo golpe. Dessa vez, o contato partiu do número de telefone (65) 92000-6613, cujo usuário afirmava ser gerente do Banco do Brasil. O objetivo era induzir a idosa a realizar mais operações financeiras. No entanto, o aplicativo da cliente já estava bloqueado pela instituição, o que impediu a continuidade da prática criminosa.

Em razão do bloqueio preventivo, não houve nova movimentação de dinheiro nem compartilhamento adicional de dados bancários. A tentativa frustrada foi incluída no mesmo registro policial, contribuindo para a coleta de provas que possam identificar a autoria e a dinâmica adotada pelo grupo responsável pelas fraudes.

Investigadores da 1ª Delegacia de Paranaíba afirmam que vão solicitar informações às operadoras de telefonia para rastrear a origem das chamadas e verificar a titularidade das linhas utilizadas. Também serão oficiados o Banco Bradesco e o Banco do Brasil para obtenção dos extratos das transações, dados das contas receptoras e eventuais registros de acesso realizados durante as operações suspeitas.

Com base nessas informações, a Polícia Civil pretende mapear o caminho percorrido pelos valores, identificar possíveis comparsas e reunir elementos que subsidiem pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal. O inquérito tramitará sob a tipificação de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa.

As autoridades reforçam orientações preventivas à população. A recomendação é desconfiar de qualquer ligação de supostos representantes de bancos que solicitem videochamadas, compartilhamento de tela, dados pessoais, senhas ou confirmações de operações em aplicativos. Especialistas alertam que instituições financeiras não realizam procedimentos desse tipo por telefone nem pedem acesso remoto aos dispositivos dos clientes.

Em situações de dúvida, a orientação é encerrar imediatamente o contato e buscar confirmação pelos canais oficiais da própria agência, como número impresso no verso do cartão, aplicativo instalado, site institucional ou atendimento presencial. Também é aconselhável registrar ocorrência tão logo se perceba qualquer movimentação não autorizada, facilitando o bloqueio de valores e a investigação policial.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou suspeitos identificados. O caso segue em andamento, e a vítima aguarda retorno sobre eventuais medidas para recuperação do montante perdido. Novas informações poderão ser acrescentadas ao inquérito conforme surgirem indícios ou depoimentos relevantes.

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