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Parada Geral da Suzano entra na etapa final e mantém aquecimento econômico em Três Lagoas

A Parada Geral da Suzano em Três Lagoas chegou à última fase, dedicada à manutenção da fábrica 2, programada para prosseguir até 4 de maio. A mobilização envolve mais de 2,3 mil profissionais e aproximadamente 120 empresas prestadoras de serviços, fator que continua impulsionando a economia local por meio do aumento da ocupação hoteleira e da demanda em alimentação, transporte e comércio.

O procedimento, realizado periodicamente, foi dividido em duas etapas. A primeira ocorreu entre 5 e 14 de abril, concentrada na fábrica 1. Desde 15 de abril, os trabalhos se voltam para a fábrica 2, etapa conclusiva que consolida a revisão de equipamentos, a aplicação de melhorias operacionais e a preparação da unidade para um novo ciclo produtivo.

Segundo o diretor de Operações Industriais da empresa em Três Lagoas, Eduardo Ferraz, a Parada Geral é planejada com antecedência para assegurar que inspeções técnicas, serviços preventivos, ajustes corretivos e a substituição de componentes estratégicos ocorram em condições controladas. A medida busca garantir segurança, eficiência e sustentabilidade nas operações pelos próximos 15 a 18 meses, prazo estimado para o próximo ciclo de produção.

Impacto econômico visível na cidade

A presença de milhares de trabalhadores temporários ampliou a movimentação em setores variados. Hotéis registram elevados índices de ocupação, restaurantes estendem horários de atendimento e empresas de transporte observam crescimento na procura por deslocamentos urbanos e intermunicipais. O comércio em geral também relata aumento nas vendas, refletindo a circulação intensificada de pessoas e a injeção direta de recursos na economia municipal.

Além de empresas especializadas vindas de outros estados, prestadores de serviço sediados em Três Lagoas foram contratados para atividades de apoio, logística, manutenção e fornecimento de materiais. Essa participação local contribui para a retenção de parte significativa do faturamento gerado pelo projeto dentro do próprio município, beneficiando pequenos e médios empreendimentos.

Organização da manutenção

A ação industrial envolve inspeções em caldeiras, digestores, linhas de fibra, sistemas de recuperação, turbinas e demais equipamentos essenciais à continuidade operacional da planta. Técnicos executam limpeza, verificação de integridade estrutural, ajustes em válvulas, trocas de filtros e reparos eletromecânicos, seguindo protocolos internos de segurança e normas regulatórias.

Os serviços ocorridos na fábrica 1, concluídos em abril, incluíram testes de pressão, calibração de instrumentos e revisão de sistemas de controle de processo. Agora, na fábrica 2, as equipes se concentram em áreas de alta criticidade, como a linha de produção de celulose, a estação de tratamento de efluentes e as instalações de utilidades, responsáveis pelo fornecimento de vapor e energia elétrica.

Segurança como prioridade

Para viabilizar a operação com grande número de pessoas e equipamentos em um intervalo de tempo limitado, a Suzano adotou um conjunto de medidas preventivas. Treinamentos específicos, análise de riscos e liberação de serviços mediante permissões formais integram o processo. O objetivo é reduzir incidentes e preservar a integridade física dos trabalhadores, bem como a continuidade ambiental da região.

Rotas de fuga sinalizadas, equipamentos de proteção individual adequados e monitoramento constante de áreas confinadas são algumas das práticas implementadas. A companhia reforça ainda o controle da emissão de ruídos e de partículas, alinhado às metas de sustentabilidade corporativa e às exigências legais vigentes.

Próximos passos após a parada

Ao término da manutenção, previsto para 4 de maio, a fábrica 2 será gradualmente religada. O processo de partida envolverá testes de comissionamento, verificação de parâmetros operacionais e calibração fina de sistemas de automação. Apenas após a validação de cada etapa a produção retornará ao ritmo normal.

Concluído o planejamento atual, a unidade de Três Lagoas estará apta a operar com maior confiabilidade e desempenho até a próxima Parada Geral. A expectativa da empresa é manter a planta alinhada às metas de competitividade, aliando produção de celulose em larga escala a padrões de segurança ocupacional e gestão ambiental reconhecidos internacionalmente.

Enquanto isso, o fluxo adicional de pessoas e recursos segue impulsionando a economia local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária municipal e sobre a geração de renda para trabalhadores formais e autônomos. O encerramento dos serviços deverá reduzir gradualmente esse movimento, mas a presença recorrente da indústria mantém a cidade como um polo relevante no setor de celulose e papel.