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Mato Grosso do Sul cria 3,5 mil empregos formais em março e alcança 14 mil vagas no ano

Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 3.554 postos de trabalho com carteira assinada em março de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de abril. O resultado decorre de 40.698 admissões e 37.144 desligamentos, elevando o estoque de empregos formais no estado e consolidando 14.030 vagas no acumulado dos três primeiros meses do ano.

O avanço de março representa crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação anual, o volume de contratações aumentou 8,41%, enquanto o saldo líquido de empregos subiu 172,55%. Apesar de ter havido acréscimo de 9,52% nas demissões em relação a fevereiro, frente a um incremento de 1,56% nas admissões, o mês fechou com resultado positivo, evidenciando maior dinamismo no mercado de trabalho sul-mato-grossense.

Setores que puxaram o crescimento

O setor de serviços manteve a liderança na geração de vagas em março, responsável por 1.680 postos, o equivalente a 47,27% do balanço total do estado no período. Na sequência, a indústria geral acrescentou 1.208 vagas, reforçando a contribuição do segmento para a atividade econômica regional.

A construção civil também exerceu papel relevante, criando 886 empregos e confirmando a continuidade de obras e investimentos em infraestrutura. O comércio, por sua vez, somou 227 novas posições, ajudando a sustentar o resultado positivo.

O único segmento com retração foi a agropecuária, que fechou o mês com saldo negativo de 447 vagas. A redução é atribuída, em parte, à sazonalidade própria do ciclo agrícola, que alterna períodos de contratação e dispensa conforme as etapas de cultivo e colheita.

Desempenho por municípios

Campo Grande concentrou o maior volume de novos empregos, com saldo de 1.428 vagas formais em março. A capital segue como principal polo de serviços e indústria de Mato Grosso do Sul, influenciando de forma decisiva o resultado estadual.

Entre os municípios do interior, Inocência destacou-se pela criação de 899 postos de trabalho, impulsionada especialmente pela expansão industrial local. Três Lagoas adicionou 324 vagas, Corumbá criou 271 e Chapadão do Sul, 180. Paraíso das Águas, Fátima do Sul, Dourados e Itaquiraí também encerraram o mês no campo positivo.

Na outra extremidade, Paranaíba apresentou a maior perda, com fechamento de 181 vagas formais. Aral Moreira e Laguna Carapã igualmente registraram saldos negativos, de 142 e 141 postos, respectivamente, refletindo ajustes pontuais em suas economias.

Balanço dos últimos 12 meses

Considerando o intervalo de abril de 2025 a março de 2026, Mato Grosso do Sul acumula saldo de 20.565 empregos com carteira assinada. O período totalizou 422.425 admissões e 401.860 desligamentos, resultando em expansão de 3,01% no estoque de postos formais.

No mesmo recorte, a taxa de rotatividade – indicador que mede a proporção de entradas e saídas de trabalhadores – ficou em 32,98% em março. O percentual sinaliza movimentação intensa no mercado estadual, com renovação constante da força de trabalho.

Perspectivas para o mercado de trabalho

Os números apontam continuidade do ritmo de contratações em 2026, reforçado pela participação conjunta de serviços, indústria e construção civil. A manutenção de saldo positivo, mesmo diante da elevação dos desligamentos na passagem de fevereiro para março, demonstra capacidade de absorção de mão de obra e resiliência frente a oscilações setoriais.

Além disso, o desempenho robusto de municípios como Campo Grande e Inocência sinaliza a importância de polos urbanos e industriais na sustentação do emprego formal em Mato Grosso do Sul. Já a variação negativa em localidades voltadas à agropecuária reforça o caráter sazonal das atividades rurais, que tendem a alternar contratações e desligamentos ao longo do ano.

Com 14.030 vagas acumuladas no primeiro trimestre, o estado inicia o segundo trimestre de 2026 em posição favorável para atingir novos patamares de geração de emprego, desde que os setores que lideram a expansão mantenham investimentos e que políticas de qualificação profissional acompanhem a demanda por mão de obra.

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