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Três Lagoas mantém crescimento empresarial com saldo de 236 novas empresas nos quatro primeiros meses de 2026

Três Lagoas encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com avanço expressivo na sua base empresarial. Levantamento da RedeSim/MS, ligada à Junta Comercial de Mato Grosso do Sul, aponta a constituição de 271 empreendimentos entre janeiro e abril, frente a 35 registros de baixa no mesmo intervalo. O balanço resulta em um saldo positivo de 236 novos negócios instalados no município.

O detalhamento por segmento confirma a predominância do setor de serviços na economia local. Das 271 aberturas, 201 pertencem a atividades de serviços, 50 ao comércio e 20 à indústria. O comportamento se repete, ainda que em menor escala, nas extinções: os serviços somaram 16 encerramentos, o comércio 18 e a indústria apenas um.

No comércio, as 18 baixas foram distribuídas entre 13 empreendimentos enquadrados na categoria “empresário” e cinco sociedades limitadas. Já no setor de serviços, as 16 extinções envolveram diferentes naturezas jurídicas, sem concentração específica. A indústria contabilizou uma única baixa no período.

Mesmo considerando os encerramentos, o saldo geral permanece amplamente favorável, reforçando a relevância dos serviços na movimentação empresarial de Três Lagoas. A tendência, segundo dirigentes locais, reflete a consolidação de um ambiente mais propício ao empreendedorismo, amparado por processos de registro mais ágeis e menores exigências burocráticas.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas (ACITL), Diego Barbosa, observa que o quadro acompanha o ritmo de expansão verificado nos últimos anos. Ele cita levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que identifica cerca de 16 mil CNPJs ativos no município. Desse total, aproximadamente metade corresponde a microempreendedores individuais (MEIs), enquanto a outra parcela, estimada entre 7 mil e 8 mil registros, reúne empresas de pequeno, médio e grande porte.

Barbosa destaca que, historicamente, a quantidade de constituições supera a de extinções na cidade. Entretanto, salienta que muitas baixas não aparecem de imediato nos relatórios oficiais porque empresas que encerram as atividades costumam demorar meses — ou até mais de um ano — para formalizar o cancelamento do CNPJ. A postergação é atribuída, em geral, a pendências tributárias que precisam ser regularizadas antes da solicitação de baixa.

O dirigente explica ainda que alterações cadastrais, como mudança de endereço ou de atividade econômica, não configuram encerramento e, portanto, não influenciam as estatísticas de extinção. Dessa forma, o saldo divulgado pela Junta Comercial retrata apenas casos em que houve abertura ou baixa efetiva do CNPJ.

Outro ponto mencionado por Barbosa diz respeito à simplificação de procedimentos adotada pelos governos estadual e municipal. De acordo com ele, a redução de etapas e a integração de sistemas têm acelerado o processo de formalização. Em atividades classificadas como de baixo risco, o prazo para emissão de alvará varia hoje entre 48 e 72 horas, intervalo considerado decisivo para que empreendedores optem pela regularização, sobretudo em comércio e serviços.

O comportamento observado nos primeiros quatro meses do ano consolida a percepção de dinamismo econômico em Três Lagoas. Com 201 novas empresas de serviços e saldo positivo mesmo nos demais setores, o município amplia a diversificação da sua base produtiva e reforça a tendência de crescimento verificada nos indicadores mais recentes.

Embora o levantamento da RedeSim/MS se restrinja ao período de janeiro a abril, a Associação Comercial avalia que a trajetória de crescimento deve se manter ao longo de 2026, apoiada em políticas de simplificação, em programas de incentivo ao micro e pequeno empreendedor e no aumento da formalização de atividades autônomas.

Para os analistas locais, o resultado do primeiro quadrimestre serve como termômetro para o restante do ano, indicando que o mercado continua receptivo à abertura de novos negócios. O desempenho positivo também sugere potencial de geração de empregos e de incremento na arrecadação municipal, fatores que tendem a retroalimentar o ciclo de expansão empresarial.

Com 236 empresas a mais no quadro cadastral, Três Lagoas reforça sua posição como um dos polos econômicos em ascensão no interior sul-mato-grossense, com serviços à frente do movimento, comércio em recuperação e indústria mantendo participação estável.

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