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Menino de cinco anos morre atropelado por caminhão no bairro Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande

Um menino de cinco anos morreu na tarde de terça-feira, 12 de setembro, após ser atropelado por um caminhão no bairro Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande (MS). O acidente ocorreu na Rua Castorina Rodrigues da Luz, na altura do número 584, enquanto o veículo realizava uma conversão à direita.

Segundo informações da Polícia Militar, acionada logo após o ocorrido, a equipe chegou ao local e encontrou a criança já sem vida. A via foi imediatamente isolada para que a Polícia Científica pudesse realizar os trabalhos de perícia, procedimento padrão em casos de morte no trânsito.

O motorista do caminhão relatou aos policiais que trafegava em baixa velocidade. Ele afirmou que, ao entrar na Rua Castorina Rodrigues da Luz, não percebeu a presença de crianças próximas à esquina, onde há uma área de vegetação. De acordo com seu depoimento, os menores estavam parcialmente encobertos pelo mato, o que teria dificultado a visualização.

O condutor declarou ainda que várias crianças brincavam naquela região. A vítima, segundo ele, tentou se segurar na lateral do caminhão para “pegar carona”, prática informalmente conhecida como “surfar” em veículos pesados. Durante a tentativa, o garoto perdeu o equilíbrio, caiu e foi atingido pelas rodas traseiras, morrendo no local.

Em depoimento à polícia, o pai da criança explicou que havia autorizado o filho a brincar em frente de casa com outras crianças da vizinhança. Ele contou que se afastou por alguns minutos para tomar banho e, pouco depois, foi avisado pelo filho mais novo, de quatro anos, de que o irmão havia sido atropelado.

Após isolar a área, a Polícia Científica realizou levantamentos fotográficos, medição de distância, verificação das condições do caminhão e análise do ponto exato onde aconteceu o atropelamento. Esses dados deverão compor o laudo que será encaminhado à autoridade responsável pela investigação.

Conforme o registro policial, o caso foi classificado como “sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima” e “abandono de incapaz com resultado morte”. Essa tipificação inicial leva em conta, ao mesmo tempo, a dinâmica relatada sobre a conduta da criança e a ausência de supervisão no momento do acidente.

A investigação ficará a cargo da Polícia Civil, que deverá ouvir novamente o motorista, o pai da vítima e eventuais testemunhas que se encontravam nas proximidades. O inquérito buscará esclarecer se houve falha de atenção por parte do condutor, eventual imperícia na manobra ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para a fatalidade.

O caminhão envolvido foi liberado após a perícia prévia, mas poderá ser submetido a novas vistorias, dependendo do avanço das investigações. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis irregularidades na documentação do veículo ou na habilitação do motorista.

Também deverá ser analisada a situação da esquina onde as crianças se escondiam, incluindo a altura da vegetação e a visibilidade para quem converte na via. Esses elementos podem auxiliar a perícia a determinar se o ponto apresenta risco recorrente para pedestres, especialmente para menores que circulam ou brincam na região.

O corpo do menino foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para os exames de praxe. Depois da liberação, a família será responsável pelos ritos funerários. Não há, até o momento, previsão sobre possíveis medidas administrativas a serem adotadas pelo município a respeito da segurança viária naquele trecho.

Até o fechamento desta reportagem, o motorista permanecia em liberdade. Ele poderá responder por eventuais crimes de trânsito, dependendo das conclusões do inquérito. A Polícia Civil reforçou que todas as circunstâncias do atropelamento continuam sob apuração.