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Energisa destina R$ 4,4 bilhões a Mato Grosso do Sul e projeta 125 mil novas ligações até 2029

A Energisa Mato Grosso do Sul anunciou um programa de investimentos de R$ 4,4 bilhões para o período de 2024 a 2028, após renovar o contrato de concessão do serviço de distribuição de energia no estado. A informação foi detalhada pelo diretor-presidente da empresa, Paulo Roberto dos Santos, durante entrevista concedida nos estúdios da Rádio Massa FM, em Campo Grande.

Segundo o executivo, o novo contrato assegura segurança jurídica para a companhia e estabelece metas mais rígidas definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), especialmente relacionadas ao tempo de resposta em ocorrências e à frequência de interrupções no fornecimento. O dirigente comparou o novo ciclo ao anterior, lembrando que, entre 2014 e 2023, a concessionária aplicou cerca de R$ 7 bilhões em infraestrutura elétrica no território sul-matogrossense.

Metade dos recursos previstos para os próximos cinco anos será direcionada à expansão do número de consumidores conectados à rede. A expectativa é realizar aproximadamente 125 mil novas ligações residenciais, comerciais e industriais, acompanhando o ritmo de crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, estimado pelo executivo entre 6 % e 7 % ao ano. A outra metade será utilizada para modernização de estruturas existentes, ampliação de redes de distribuição, automação de equipamentos e digitalização de processos de atendimento ao cliente.

Para 2024, o planejamento inclui aporte superior a R$ 1 bilhão. O montante contempla a construção de duas subestações e a ampliação de outras seis unidades, obras que devem gerar cerca de 200 empregos diretos. Paulo Roberto destacou que as equipes de campo — calculadas entre 70 e 100, com dois profissionais cada — também movimentam o comércio local nas cidades onde se instalam, impulsionando setores como hospedagem, alimentação e fornecimento de materiais.

A Energisa atende atualmente 74 municípios sul-matogrossenses e, de acordo com pesquisa anual da Aneel, foi eleita pelos consumidores como a melhor distribuidora de energia do país pelo terceiro ano consecutivo. Para manter o índice de satisfação, a empresa pretende reforçar ações preventivas diante de dois desafios apontados pelo diretor-presidente: a intensificação de eventos climáticos extremos e a arborização inadequada próxima à rede.

No primeiro caso, o executivo informou que rajadas de vento registradas em tempestades passaram de patamares entre 60 km/h e 100 km/h para velocidades que já alcançam 140 km/h, exigindo maior robustez nas estruturas instaladas. Quanto à vegetação, a concessionária tem firmado convênios com prefeituras para realizar podas programadas. Dos 74 municípios atendidos, 18 já formalizaram parceria. Sem esses acordos, explicou Paulo Roberto, as equipes de manutenção só podem intervir quando a situação se torna emergencial, o que eleva riscos e custos.

Com a combinação de novos investimentos e ações preventivas, a companhia espera entregar à população melhoria na qualidade do fornecimento, redução no tempo de restabelecimento em caso de interrupções e mais agilidade no relacionamento com o cliente, impulsionada pela ampliação de canais digitais. Entre as ferramentas previstas estão sistemas de automação capazes de isolar defeitos e restabelecer o serviço de forma remota, além de plataformas on-line para solicitações e acompanhamento de serviços.

Ao encerrar a entrevista, Paulo Roberto reforçou orientações de segurança à comunidade. O dirigente alertou que, em caso de identificação de fio elétrico caído, a população não deve se aproximar nem tocar no cabo, devendo acionar imediatamente a concessionária pelos canais de atendimento disponíveis. De acordo com ele, a responsabilidade pela remoção e reparo é exclusiva da empresa, e o procedimento correto evita acidentes graves.

Com o novo ciclo de investimentos e as metas regulatórias redefinidas, a Energisa aponta para a consolidação da expansão do setor elétrico em Mato Grosso do Sul, buscando acompanhar o avanço industrial, o crescimento do agronegócio e o aumento da demanda residencial previstos para os próximos anos.