Um homem de 31 anos morreu durante uma ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar em Aparecida do Taboado, no leste de Mato Grosso do Sul. A ocorrência, registrada na tarde de quarta-feira (13), aconteceu em um imóvel do bairro Tia Chica I e será investigada pela Polícia Civil, pela Corregedoria da corporação e acompanhada pelo Ministério Público.
De acordo com informações do boletim de ocorrência e nota oficial da Polícia Militar, as equipes do Choque se deslocaram até o endereço após denúncias de tráfico de drogas e posse irregular de armas. No local, os militares afirmam ter localizado Ueverton Gomes da Silva, conhecido como “Veveu”, que, ao perceber a aproximação da viatura, teria corrido para o interior da residência.
Conforme a versão divulgada, o suspeito portava um revólver calibre .32 e teria apontado a arma na direção dos policiais, situação que motivou a chamada intervenção armada. Baleado, Ueverton foi socorrido pelos próprios agentes e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante a vistoria no imóvel, os policiais apreenderam o revólver supostamente utilizado pelo suspeito, munições intactas e porções de entorpecentes. Segundo a corporação, foram recolhidas unidades de pasta-base de cocaína e certa quantidade de maconha, material que ficou à disposição da Polícia Civil para perícia.
A ficha criminal de Ueverton incluía passagens por tráfico de drogas, roubo, lesão corporal e desobediência. Esses antecedentes foram mencionados no registro policial, mas ainda não há informações sobre possíveis mandados de prisão em aberto ou processos judiciais em andamento.
Como a morte ocorreu em decorrência de ação policial, a investigação será conduzida em três frentes complementares. A Delegacia de Polícia Civil de Aparecida do Taboado abrirá inquérito para apurar as circunstâncias gerais do fato. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar analisará a conduta dos agentes envolvidos, enquanto o Ministério Público acompanhará o caso para garantir a legalidade dos procedimentos.
O procedimento padrão inclui a realização de perícia no local do confronto, coleta de depoimentos dos policiais participantes, oitiva de eventuais testemunhas e exames balísticos na arma apreendida. Também deverão ser solicitadas imagens de câmeras de segurança nas proximidades e laudos de necropsia, que podem oferecer detalhes sobre trajetória dos projéteis e distância dos disparos.
Até o momento, a versão divulgada é a apresentada oficialmente pela Polícia Militar, que sustenta ter ocorrido reação armada do suspeito. A corporação informou que permanecerá à disposição das autoridades competentes para colaborar com a investigação e forneceu os nomes dos militares que participaram da operação, conforme previsto nos protocolos internos.
Órgãos de controle externo, como a Ouvidoria de Polícia, podem ser acionados por familiares ou por entidades de direitos humanos interessadas em acompanhar o andamento do caso. Não houve, até a publicação deste texto, manifestação pública de parentes do suspeito nem de representantes legais a respeito do episódio.
A legislação sul-matogrossense prevê que mortes resultantes de intervenção policial sejam informadas imediatamente ao Ministério Público, que decide se fará diligências próprias ou se aguardará as conclusões da Polícia Civil e da Corregedoria. O prazo para conclusão do inquérito pode ser prorrogado a depender da complexidade das perícias e da necessidade de novos atos investigatórios.
O revólver calibre .32 e as drogas apreendidas foram encaminhados ao setor de custódia da Delegacia de Aparecida do Taboado. A arma passará por exame para verificar a presença de impressões digitais, funcionamento do mecanismo de disparo e compatibilidade balística com projéteis encontrados na cena. Já as substâncias entorpecentes serão pesadas, classificadas e submetidas a análise química.
Em nota, a Polícia Militar reiterou que a operação tinha como objetivo coibir o tráfico de drogas na região e ressaltou que qualquer excesso ou irregularidade será apurado. As investigações devem indicar se houve cumprimento dos requisitos de legalidade, necessidade e proporcionalidade no uso da força letal.
Novas informações sobre o caso dependem da divulgação de laudos periciais, depoimentos de testemunhas e possíveis registros de vídeo que ajudem a esclarecer a dinâmica do fato. Até a conclusão dos procedimentos, os resultados permanecem sob responsabilidade das autoridades competentes.








