O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) esclareceu que servidores dos cartórios podem enviar mensagens aos eleitores por meio de telefones celulares institucionais mesmo após o fechamento do cadastro eleitoral, ocorrido em 6 de maio. A orientação responde a questionamentos recebidos por unidades da Justiça Eleitoral, principalmente na capital Campo Grande, depois que cidadãos relataram ter sido contatados por aplicativos de mensagens.
Segundo o órgão, o procedimento é considerado excepcional, mas está previsto para situações em que seja necessário complementar informações, confirmar dados ou orientar o eleitor a respeito de pendências detectadas após o encerramento do prazo de alistamento, transferência ou regularização do título. O TRE-MS frisou que esses contatos partem exclusivamente de números oficiais vinculados às zonas eleitorais e não representam tentativa de fraude.
A confirmação foi dada inicialmente pela 44ª Zona Eleitoral de Campo Grande, que recebeu dúvidas sobre a autenticidade das comunicações. O chefe de cartório Wilson Borba informou que, neste período entre o fechamento do cadastro e a geração do cadastro definitivo para as eleições, pode haver necessidade de retorno ao eleitor para ajustes pontuais. De acordo com Borba, a equipe utiliza apenas o aparelho institucional da unidade, registrado nos canais oficiais do tribunal.
O tribunal reforçou que a iniciativa não altera o calendário eleitoral nem reabre prazos já encerrados. As mensagens têm caráter administrativo e visam garantir que os dados constantes no sistema estejam corretos antes do processamento final. Exemplos de contato incluem solicitação de documentos pendentes, confirmação de endereço ou esclarecimento sobre indeferimentos que ainda podem ser solucionados dentro das normas vigentes.
Apesar de classificar as comunicações como legítimas, a Justiça Eleitoral recomendou que os eleitores mantenham cuidados básicos de segurança digital. Entre as medidas sugeridas estão a verificação do número de origem, a consulta direta ao cartório responsável e a observação de eventuais pedidos de informações sensíveis que não costumam ser exigidas por telefone, como senhas bancárias ou códigos de autenticação.
Para facilitar a checagem, o TRE-MS disponibiliza em seu portal a lista completa dos contatos institucionais de todas as zonas eleitorais do estado. Caso o cidadão receba mensagem de um número não listado, a orientação é ligar diretamente para o cartório ou comparecer pessoalmente à unidade. O órgão lembra que nenhuma despesa ou pagamento é solicitado nessa etapa, e que serviços como emissão de segunda via ou certidões são oferecidos gratuitamente.
O esclarecimento do tribunal também busca evitar que golpistas se aproveitem do período pré-eleitoral para enganar a população. Em cenários semelhantes, criminosos costumam enviar links maliciosos ou solicitar transferências de valores sob o pretexto de agilizar serviços eleitorais. Por esse motivo, o TRE-MS enfatiza que todo atendimento oficial pode ser confirmado pelos canais institucionais e que eventuais dúvidas devem ser sanadas antes de qualquer compartilhamento de dados pessoais.
A orientação vale para todos os 79 municípios sul-mato-grossenses, abrangendo tanto eleitores que realizaram operações presenciais quanto aqueles que utilizaram o serviço de autoatendimento Título Net. Quem estiver em processo de alistamento, revisão ou transferência iniciado antes de 6 de maio poderá receber comunicações até que o procedimento seja definitivamente concluído no sistema nacional.
O TRE-MS acrescenta que, além dos telefones, os cartórios utilizam e-mails oficiais cadastrados no domínio “tre-ms.jus.br” para informar sobre situações específicas. Entretanto, qualquer mensagem, independentemente do canal, deve conter identificação clara da zona eleitoral responsável, nome do servidor ou servidora que realiza o contato e orientação para retorno aos meios institucionais.
Por fim, a Justiça Eleitoral reitera que toda a população deve permanecer alerta a tentativas de estelionato que façam uso indevido do nome do tribunal. Em caso de suspeita, o eleitor pode registrar ocorrência junto à polícia ou comunicar formalmente à Corregedoria Regional Eleitoral. O objetivo é preservar a segurança dos dados, manter a confiança no processo eleitoral e assegurar que o período que antecede as eleições transcorra de forma transparente e sem incidentes.








