Três Lagoas terminou o mês de abril com saldo positivo de 92 postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, o município registrou 2.737 admissões e 2.645 desligamentos, o que resultou na diferença favorável observada.
O desempenho local foi impulsionado principalmente por dois segmentos. A construção civil abriu 79 vagas líquidas, liderando a geração de empregos no município. Na sequência, o comércio adicionou 62 postos ao estoque de trabalhadores formais. Esses dois setores compensaram perdas registradas em outras áreas da economia local.
Entre os ramos que apresentaram retração, a indústria encerrou abril com saldo negativo de 24 vagas. O setor de serviços, que tradicionalmente concentra grande parte da mão de obra formal, ficou com 17 postos a menos. Na agropecuária, houve redução de oito empregos. Apesar dessas quedas, o resultado combinado da construção e do comércio manteve o município no campo positivo.
No recorte estadual, Mato Grosso do Sul acumula 14.527 novos empregos formais desde o início de 2026. O saldo foi construído mês a mês: 4.235 vagas em janeiro, 6.423 em fevereiro, 3.466 em março e 583 em abril. No último mês analisado, 518 das novas posições foram ocupadas por mulheres e 65 por homens, indicando maior participação feminina na criação recente de oportunidades.
Em abril, o setor de serviços liderou as contratações em Mato Grosso do Sul, com 813 postos acrescentados. A indústria, apesar da queda observada em Três Lagoas, registrou no conjunto estadual 180 vagas líquidas positivas. O comércio somou 287 contratações líquidas, enquanto a construção civil manteve resultado próximo da estabilidade, com saldo de oito empregos. Já a agropecuária apresentou retração de 115 postos.
Com esse desempenho, o estoque de trabalhadores com carteira assinada no Estado alcançou 679.416 pessoas ao fim de abril. No mesmo período, o Brasil criou 85.888 empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, indicando que Mato Grosso do Sul respondeu por parcela relevante, ainda que modesta, do total nacional.
Na comparação entre municípios sul-mato-grossenses, Três Lagoas figurou entre as dez cidades que mais ampliaram o quadro de pessoal em abril. O município ocupou a sétima posição no ranking estadual de criação de empregos, atrás de Inocência, que liderou com 232 vagas, Chapadão do Sul (169), Naviraí (145), Vicentina (127), Sidrolândia (103) e Água Clara (95). Após Três Lagoas, completam a lista Dourados (74), Angélica (72) e Corumbá (69).
O desempenho positivo de Três Lagoas, ainda que moderado, reforça a relevância da construção civil e do comércio na dinâmica do mercado de trabalho local. A evolução desses setores continua decisiva para o comportamento do emprego formal no município e, em menor escala, para a composição do saldo estadual observado no Novo Caged.









