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Ex-policial militar de 60 anos é detido por dirigir embriagado após colisão em Paranaíba

Um ex-integrante da Polícia Militar, de 60 anos, foi preso por embriaguez ao volante depois de colidir o carro que dirigia contra um veículo estacionado na tarde de quinta-feira, 28, no bairro Santo Antônio, em Paranaíba, interior de Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu no cruzamento das ruas Dona Jovina e Bento Ferreira de Morais. Testemunhas relataram que o condutor de um GM Celta realizava uma conversão à esquerda quando perdeu o controle da direção e atingiu lateralmente um VW Voyage que estava regularmente estacionado. Não foram registradas vítimas em decorrência da batida, mas os dois automóveis sofreram danos na lataria.

Assim que chegaram ao local, os policiais constataram sinais evidentes de alcoolismo no motorista do Celta. Segundo o boletim de ocorrência, o homem apresentava fala desconexa, forte odor etílico e dificuldade para manter o equilíbrio. Ainda durante o atendimento, ele tentou urinar no muro de uma residência próxima; nessa ação, perdeu o equilíbrio, caiu e bateu a cabeça, sofrendo um hematoma visível.

Os policiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), porém o ferimento não exigiu encaminhamento hospitalar imediato. Em seguida, o suspeito foi levado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. Na unidade, ele concordou em realizar o teste do etilômetro, que registrou 0,76 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido. O índice é mais que o dobro do limite que configura infração administrativa e, por ultrapassar 0,34 mg/L, caracteriza crime de trânsito previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.

Além da embriaguez, o boletim relata que o detido tentou intimidar os policiais, mencionando sua condição de ex-policial militar. Segundo a equipe que atendeu a ocorrência, o homem afirmou que os agentes “iriam se arrepender” da condução do caso, insinuando possível retaliação. A tentativa de coação foi registrada, mas não alterou o andamento dos procedimentos.

Considerando o estado de embriaguez e as dificuldades de locomoção causadas pela queda, os policiais optaram por não usar algemas durante o transporte até a delegacia, seguindo orientação contida na Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, que restringe o emprego de algemamento a situações de risco efetivo à integridade física do detido ou de terceiros.

Na delegacia, a autoridade policial arbitrou fiança no valor equivalente a um salário mínimo. O pagamento é requisito para que o investigado responda em liberdade ao inquérito que apura o crime de “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool”. Caso a quantia não seja quitada, ele permanece à disposição da Justiça até decisão judicial sobre eventual conversão da prisão em preventiva.

A legislação prevê pena de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de se obter permissão ou habilitação para dirigir, para quem for condenado por dirigir sob efeito de álcool em níveis superiores aos permitidos. Além do processo criminal, o ex-policial será autuado administrativamente, devendo pagar multa gravíssima multiplicada por dez e ter o direito de dirigir suspenso por doze meses, conforme o Código de Trânsito.

Os veículos envolvidos foram liberados para remoção particular após as perícias iniciais. O Voyage, que estava estacionado corretamente, sofreu danos na porta lateral esquerda. Já o Celta teve o para-choque dianteiro e o paralama avariados. O proprietário do Voyage foi orientado a registrar pedido de ressarcimento pelos danos materiais causados.

Com o registro dos fatos, o inquérito segue em trâmite na Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba. As autoridades aguardam laudos complementares sobre o estado físico do detido e avaliações periciais dos veículos para concluir o procedimento e encaminhá-lo ao Ministério Público. Não há previsão oficial para o término das investigações.

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