Uma ocorrência registrada na manhã de terça-feira (2) no distrito de Anhanduí, a aproximadamente 60 quilômetros de Campo Grande, mobilizou a Guarda Civil Metropolitana e demonstrou a importância do atendimento imediato em casos de emergência. Por volta das 6h18, um casal chegou à sede do Distrito Operacional de Anhanduí (DODA) com a filha nos braços, visivelmente em pânico. A menina apresentava sinais de inconsciência e convulsões, quadro que exigia intervenção profissional urgente.
Assim que perceberam a gravidade da situação, os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) acolheram a criança e iniciaram os procedimentos básicos de suporte de vida. Enquanto um dos guardas avaliava respiração, pulso e estado neurológico, outro agente providenciava a correta posição da vítima para evitar aspiração de secreções e manter as vias aéreas desobstruídas. Paralelamente, uma segunda equipe realizou o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e das equipes de resgate da concessionária Motiva Pantanal, responsável pela assistência na rodovia BR-163 que corta a região.
De acordo com informações repassadas pela corporação, o atendimento inicial durou cerca de um minuto até que a criança voltasse a apresentar respostas a estímulos. O retorno da consciência possibilitou a continuidade do protocolo de estabilização, que inclui monitoramento de sinais vitais e prevenção de nova crise. Nesse intervalo, os guardas mantiveram contato por rádio com as viaturas de suporte avançado para repassar a evolução do quadro clínico e receber orientações adicionais.
Com a situação parcialmente controlada, os agentes optaram por transferir a criança e a mãe para a base de resgate da Motiva Pantanal, situada a poucos quilômetros do ponto de origem da chamada de socorro. A decisão ocorreu porque a estrutura da concessionária dispõe de equipamentos específicos para atendimento pré-hospitalar, além de equipe treinada para emergências pediátricas. A escolta contou com apoio da Polícia Militar, que liberou o tráfego e assegurou a chegada rápida ao local designado.
Na base da concessionária, profissionais de saúde deram continuidade à assistência, avaliando possíveis complicações decorrentes da crise convulsiva. Eles também coletaram informações sobre o histórico médico da paciente, como eventuais doenças pré-existentes, uso de medicamentos e episódios anteriores do mesmo tipo. Esse levantamento é fundamental para definir condutas posteriores, inclusive a necessidade de exames complementares em ambiente hospitalar.
Pouco depois, uma ambulância do SAMU chegou à base e assumiu oficialmente o transporte. A equipe avançada verificou glicemia capilar, administrou medicação antiepiléptica de manutenção e estabilizou as condições hemodinâmicas antes da remoção. Em seguida, a criança foi encaminhada a uma unidade de saúde em Campo Grande, onde permaneceu sob observação médica. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o diagnóstico definitivo ou o tempo de internação previsto.
Segundo a Guarda Civil Metropolitana, a rapidez do atendimento foi decisiva para evitar agravamento do quadro. Crises convulsivas prolongadas podem causar hipóxia, danos neurológicos e outras complicações sérias, sobretudo em pacientes pediátricos. A Diretoria de Operações da GCM destacou que todos os agentes passam por treinamentos periódicos em primeiros socorros, incluindo técnicas para lidar com emergências clínicas mais frequentes na rotina de patrulhamento.
A ocorrência também evidenciou a importância da integração entre instituições responsáveis pela segurança pública e pelo atendimento pré-hospitalar. O acionamento simultâneo da GCM, do SAMU, da concessionária Motiva Pantanal e da Polícia Militar permitiu repartir tarefas e otimizar recursos, reduzindo o tempo entre o início da crise e a chegada a um serviço de saúde mais completo.
No âmbito da concessionária, a Motiva Pantanal mantém bases operacionais em pontos estratégicos da BR-163, dotadas de ambulâncias equipadas, profissionais treinados e meios de comunicação direta com centrais de regulação. Essas estruturas funcionam 24 horas e costumam ser acionadas para acidentes de trânsito, mal súbito e apoio a órgãos de segurança, como ocorreu no episódio de terça-feira.
Apesar do desfecho positivo, a GCM reforça recomendações a familiares e responsáveis por crianças com histórico de convulsões. Entre as orientações estão manter a calma, afastar objetos que possam provocar lesões durante a crise e acionar imediatamente o serviço de emergência pelo telefone 192. O protocolo também indica deixar a vítima deitada de lado para facilitar a saída de saliva ou vômito e não introduzir objetos na boca, prática que oferece risco de fraturas dentárias e asfixia.
A família da criança não teve o nome divulgado. A Guarda Civil Metropolitana informou que permanece à disposição para esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e ressaltou que situações semelhantes devem ser comunicadas sem demora às autoridades competentes. Por fim, a corporação frisou que a rotatividade de plantões garante a presença de efetivo no distrito de Anhanduí durante todo o dia, o que contribui para o atendimento célere de demandas emergenciais na região.









